O CONTROLE UNIVERSAL

O encanto do futebol esta em saber que nunca se sabe quem será o ganhador! As coisas podem fugir do controle, e o time que estiver perdendo reverter o placar nos “45 minutos do 2º tempo”.

DEFICIÊNCIAS - Mário Quintana

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

NINGUÉM É PERFEITO

Luto para lidar com minhas inadequações. Canso de tanto correr em busca da perfeição. Parece que algo dentro mim diz que tenho que ser perfeito o tempo todo e a todo tempo. Deve ser porque...

TEMPO QUE FOGE

Estou lendo o livro "Eu creio, mas tenho dúvidas" do pastor Ricardo gondim, confesso, tem me edificado muito. O nome do livro é intrigante e desafiador. Contudo, me surpreende o fato de que apesar dele ter inúmeras dúvidas...

DEUS NÃO EXISTE- O QUE A GENTE VEIO FAZER AQUI?

Lendo uma entrevista com Woody Allen, o cineasta neurótico por auto-definição, deparei-me com esta afirmação: "Deus não existe. O mundo é cruel e insólito. O que a gente veio fazer aqui?" Fiquei dois dias pensando sobre isto. Não sobre a existência de Deus ou não.

30 de maio de 2010

Controverso, eu?

por Ricardo Gondim

Não me considero um polemista, embora reconheça a minha insistência em questionar, embora saiba que vez por outra peso nas tintas ao criticar, embora consciente do meu atrevimento por tentar derrubar vacas sagradas de seus pedestais teológicos. Um tanto de gente me escreve perguntando sobre boatos que se espalham por corredores virtuais me acusando de perigoso. Sinceramente, não me acho uma ameaça (sem bem que Hitler também não se achava!).

Vou tentar explicar pela enésima vez porque disse que estava de saída do movimento evangélico. Na verdade, minha igreja pretende ser evangélica, isto é, ser uma comunidade leal ao Evangelho. Já não me identifico com o que se tornou o "movimento evangélico" enquanto fenômeno social. Enumero minhas explicações para que fique mais didático:

1. Por razões éticas –

Não consigo acertar o passo com os escândalos que sacodem quase semanalmente o movimento evangélico. Na minha opinião, um claro sinal da septcemia moral que o devasta. Alguém diria: “Esses escândalos representam apenas uma pequena parcela do movimento e os demais não podem ser responsabilizados”. Ora, ora, se os desmandos do neopentecostalismo não representam o todo, então porque os evangélicos se valem do crescimento das mega-igrejas, dos ministérios televisivos, para impressionar com as estatísticas do IBGE? Se há necessidade de separar quem é quem, então que profetas se levantem e denunciem o circo vergonhoso que se tornou a pretensa “pregação do evangelho” que não passa de uma neurolinguística fajuta.

2. Por razões teológicas -

Milagres a granel são prometidos indiscriminadamente pelas igrejas. O movimento evangélico virou um movimento antropocêntrico. Deus foi reduzido a um poderoso consertador de problemas, a um super-gênio da lâmpada que cumpre desejos, a um magnífico Papai Noel que dá o que se pede. Oração se transformou em técnica de manipular o divino; obediência, um jeito de desobstruir os dutos por onde correm as bênçãos; e fé, uma força que arrasta o coração de Deus na direção dos humanos, sempre miseráveis.

Na verdade, se me perguntarem se concordo com um mundo engrenado pela Providência que faz com que todos os nano eventos do universo tenham a tutela de Deus, responderei que não. Se me perguntarem se creio que crianças já nascem pecaminosas e “filhas da ira”de Deus, repetirei que não. Enfim, eu jamais passaria nas provas de catecúmenos da maioria das igrejas evangélicas.

3. Por razões existenciais -


Por anos, corri, corri, sobre a plataforma evangélica de salvar almas, de garantir o céu para os pecadores danados. Quando vi que a fronteira da velhice se avizinhava, descobri que as pessoas que haviam carimbado o passaporte para a vida eterna eram malvadas, iracundas, traiçoeiras, ingratas, mais amantes de suas doutrinas do que do próximo. Eu tinha distribuído salvo conduto que dava entrada para as ruas de ouro do Paraíso, mas fracassara em ajudar homens a honrarem as calças que vestiam.

Recentemente, pregando em Natal, Rio Grande do Norte, perguntei a um pastor anglicano sobre o estado das igrejas ali. Ele respondeu que igrejas evangélicas sérias estavam em crise. Repliquei de imediato: - Não, amigo, as igrejas sérias não estão em crise, mas navegando na contracorrente.

Sei que a versão dos maldosos colou em mim; fiquei com o estigma de mal-resolvido, polêmico e até de herege. No passado, isso me inquietava, mas depois que muitas águas correram sob a ponte, conscientizei-me de que devo continuar tentando abrir picada onde não há trilha sem importar-me com a opinião dos guardiões da reta doutrina.

Se a busca inquieta por novos ares for controverso, sou controverso. Se não aceitar andar no passo da manada for controverso, eu sou controverso. Se desejar cuidar pastoralmente de famílias com filhos com paralisia cerebral, sem repetir chavões, for controverso, eu sou controverso. Se recusar a aceitar que a miséria de bilhões, que dormem com fome todas as noites, representa o controle de Deus sobre a história for controverso, então eu sou controverso.

Cambaleante, continuarei. Sob artilharia pesada, escreverei. Espicaçado por eruditos, seguirei. Esta é minha vocação, é minha sina, é meu destino. Comecei, agora vou até o fim.

Soli Deo Gloria
25-5-10

2 de maio de 2010

MINHA ANALISE DO LIVRO O PEQUENO PRÍNCIPE DE ANTOINE DE SAINT

Publicado no Recanto das Letras em 22/02/2010, por Pat.

Há uns precisamente, 26 anos atrás li o livro "O Pequeno príncipe" de Antoine de Saint Exupéry, achei um livro emotivo, como a própria crítica diz é um livro que fala em parábolas, na época algumas lágrimas teimou em cair na minha face, na realidade nem sei por que eu chorara. Entendi que o livro falava de amizade duradoura e mostrava o quanto os adultos são desatentos às coisas do coração, entendi que o livro era uma lição para pessoas que só pensam em trabalho deixando para trás o que realmente interessa na vida, mas confesso que o que eu tinha entendido sobre o conteúdo do livro era pouquíssimo.

Hoje depois de todo esse tempo achei o meu "O Pequeno príncipe", guardado em alguma gaveta, já meio amarelado pela ação do tempo, resolvi lê-lo outra vez, qual não foi a minha surpresa, ele me parece tão atual, como se tivesse sido escrito ontem, aliás, os escritos desta obra me pareceram mais adequados para o período atual, o qual estamos vivendo.

Na atualidade presenciamos acontecimentos efêmeros e amizades do mesmo teor, principalmente numa era globalizada onde o uso da internet favorece coisas passageiras, hoje você é amigo virtual de alguém e na semana seguinte você é deletado como se fosse algo descartável. E assim onde fica o "cativar" tão falado no livro "O Pequeno príncipe", confesso que há 26 anos o sentido da palavra "cativar" não tinha ficado claro para mim, é possível que o furor da juventude tenha embotado o meu intelecto ou como "o essencial é invisível para os olhos", meu coração não tenha absorvido o que significava isso. "O que quer dizer cativar"? Perguntou o principezinho... Ao que a raposa respondeu: "criar laços"... É aí que atualmente vemos as amizades efêmeras, nada duradouras, se você faz um cursinho de dois meses, por exemplo, as amizades muitas vezes interesseiras, duram apenas àquele tempo, nada se estende nada é para sempre, aliás, "para sempre" denota um tempo muito longo no corre - corre da atualidade.

Enquanto não se cativa o amigo aquela pessoa é apenas mais uma pessoa, no meio de milhões de outras pessoas e a partir do momento que você cria laços, que você perde tempo com aquela pessoa, cuidando, compartilhando momentos, dividindo coisas, "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".

Fazendo uma análise, talvez deva ser por isso que eu não goste de MSN, acredito que na atualidade todos devam fazer uso desta ferramenta da modernidade, ela é bastante útil no momento de dar um recado, resolver um problema ou matar as saudades de pessoas queridas ausentes, por todos estes predicados que a ferramenta apresenta, posso dizer que sou a favor da mesma, entretanto não faço uso em larga escala, não acredito em amizades feitas através de MSN, não são duradouras e as pessoas acham que somos objetos a mercê das vontades deles, usam a ferramenta para nos manipular. É muito fácil do outro da linha em um computador você dizer coisas maravilhosas aos outros, é muito fácil você dizer justamente o que o outro quer ouvir, você tem a atenção daquela pessoa somente para você, aquela pessoa está vulnerável, com as atenções voltadas para você e então se torna facílimo a manipulação, entretanto no cara - a - cara da vida, ou seja, na vida real é muito difícil você encarar, cativar ou similares.

Esta obra é profunda, muito interessante, eu poderia continuar a minha análise e escrever laudas a fio, emprestei o livro para minha filha de quatorze anos, temo somente que ela ache chato e enfadonho, na atualidade tudo é a mídia e a massificação, parece que estas adolescentes estão sendo produzidas em série, tudo nelas se parece... O humor, o penteado, a linguagem, as amizades... Coitadas, acham que sabem tudo da vida... E chegarão à idade adulta vivendo a vida através da tela de um computador... Sendo manipuladas... Será que saberão o que quer dizer efêmero? "A gente só conhece bem as coisas que cativou" e "só se vê bem com o coração", pois "todas as pessoas grandes foram um dia crianças. Mas poucas se lembram disso" (Trechos do "O Pequeno príncipe" de Antoine de Saint Exupéry)

Simplesmente Pat

Link: http://recantodasletras.uol.com.br/redacoes/2101491

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