O CONTROLE UNIVERSAL

O encanto do futebol esta em saber que nunca se sabe quem será o ganhador! As coisas podem fugir do controle, e o time que estiver perdendo reverter o placar nos “45 minutos do 2º tempo”.

DEFICIÊNCIAS - Mário Quintana

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

NINGUÉM É PERFEITO

Luto para lidar com minhas inadequações. Canso de tanto correr em busca da perfeição. Parece que algo dentro mim diz que tenho que ser perfeito o tempo todo e a todo tempo. Deve ser porque...

TEMPO QUE FOGE

Estou lendo o livro "Eu creio, mas tenho dúvidas" do pastor Ricardo gondim, confesso, tem me edificado muito. O nome do livro é intrigante e desafiador. Contudo, me surpreende o fato de que apesar dele ter inúmeras dúvidas...

DEUS NÃO EXISTE- O QUE A GENTE VEIO FAZER AQUI?

Lendo uma entrevista com Woody Allen, o cineasta neurótico por auto-definição, deparei-me com esta afirmação: "Deus não existe. O mundo é cruel e insólito. O que a gente veio fazer aqui?" Fiquei dois dias pensando sobre isto. Não sobre a existência de Deus ou não.

15 de dezembro de 2009

Ricardo Gondim na série "Sagrado" da Rede Globo

Quero compartilhar com todos minha alegria em saber que a tv aberta - rede globo - irá tratar assuntos tão pertinentes com a nossa realidade, principalmente por saber que um dos participantes será o pastor Ricardo Gondim. Homem de Deus que admiro muito, pela sua postura em relação ao Cristianismo e compromisso com a verdade. Tem sido para mim, sem dúvida nenhuma, um referencial. Leia a matéria abaixo:

A Rede Globo e o canal Futura vem apresentando uma série bastante interessante durante sua programação: "Sagrado", um espaço onde líderes de diversas religiões dão suas versões para diversos temas da atualidade e da realidade brasileira.
Entre esses líderes, a Rede Globo receberá o pastor Ricardo Gondim Rodrigues, líder da Igreja Evangélica Betesda de São Paulo, igreja que esse humilde blogueiro que vos escreve frequenta.



Ricardo Gondim Rodrigues é co-fundador e atualmente presidente da Igreja Betesda de São Paulo. Cearense de 52 anos, é doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista e escritor de diversos livros, entre eles "É Proibido" e "Eu Creio, mas tenho dúvidas".

A série vai discutir um tema atual por semana, mostrando a visão e o entendimento de cada religião a respeito de assuntos muitas vezes polêmicos como: violência urbana, liberdade de expressão, sexualidade, novas famílias, entre outros."Sagrado" será exibida em diversos formatos.

Na Rede Globo, uma peça de dois minutos de duração irá ao ar diariamente pela manhã, às 6h05. Às sextas-feiras, o programa Mais Você, de Ana Maria Braga, vai debater o tema da semana, utilizando o material da série. Aos domingos, às 6h50, os programas são reunidos em uma edição especial de 10 minutos. Já o Canal Futura, exibirá diariamente a versão integral das peças em dois horários, às 7h15 e às 18h45.

Diferentes religiões, cada uma delas contextualizada por um de seus representantes, estarão presentes na série. Além do catolicismo, que faz do Brasil o país com o maior número de católicos do mundo, e das igrejas protestantes, que tiveram grande crescimento nos últimos anos, o programa Sagrado abre espaço também para as religiões afro-brasileiras, o espiritismo e para outras crenças trazidas por imigrantes, como o islamismo, o budismo e o judaísmo.

O programa vai falar sobre assuntos contemporâneos e polêmicos, tais como:

1. Lugar e papel das religiões no mundo contemporâneo
2. Tragédia e solidariedade
3. Violência urbana
4. Lugar e papéis sociais da mulher no mundo contemporâneo
5. Vaidade e culto ao corpo
6. Novas famílias
7. Quando começa, quando termina a vida? Abordado pela temática dos transplantes
8. Ganância: a permanente tensão riqueza versus felicidade
9. Liberdade sexual (orientações de gênero, poligamia...)
10. Estado laico (limites entre religião e Estado; movimentos religiosos no Congresso Nacional)
11. Destino versus livre arbítrio
12. Liberdade de expressão
13. Pós-morte (vida após a morte; o que vem depois da morte?; por que o homem teme tanto a morte?)
14. Fome versus vontade de comer (instinto e pulsão; obesidade)
15. Corrupção (política como prática democrática e corrupção)
16. Essência do ser humano (na essência o homem é bom?; bom selvagem versus homem domesticado)
17. Meio ambiente: por que o homem não consegue alcançar sustentabilidade?
18. Crianças abandonadas pelas mães

Site oficial da série "Sagrado":http://www.sagrado.org.br/
Categoria: Educação

Deus e a tragédia humanaRicardo Gondim

por Ricardo Gondim

Prezado José,

Acabei de ver Baraka, um filme lindíssimo sobre a relação humana com a terra e com o divino; também sobre o vórtice dos processos de morte que imperam ao redor do Globo (mais sobre o filme aqui) Chorei em várias cenas. A palavra Baraka é uma antiga expressão sufi que significa silêncio da bruma (talvez o mesmo silêncio que fez Elias perceber a presença de Deus).

O filme mostra a luta de homens, mulheres e crianças pela sobrevivência, e como são muitas vezes despercebidos os processos de antivida, tão banalizados por toda parte. E sempre a serviço da morte, para destruir a terra e seus habitantes.

Engasguei quando o filme para nas fotografias de duas meninas mortas em holocaustos diferentes - Auschwitz e Camboja. O olhar puro de duas vidas anônimas destruídas sem necessidade, levaram-me a um choro convulsivo; também vazei lágrimas na cena de um guri pedindo esmolas, com um cobertor azul sobre as pernas.

Logo que o filme terminou murmurei em voz alta: o deus que intervém não existe (você se lembra da primeira frase do documentário Ilha das Flores?). Esse deus que esporadicamente vem trazer livramento aos seus eleitos é uma construção ideológica para acalmar as multidões. A tragédia humana, reduzida a mera máquina na linha de produção de cigarro ou automatizada pelo vai e vem do trânsito ou apequenada abaixo de sua dignidade em monturos de lixo, não comporta a ideia de um Deus todo-poderoso. Que deus é esse que acorrentado a um rancor milenar, nada faz pela sorte de homens e mulheres, mas os abandona na sorte mais cruel? A concepção de uma divindade ofendida, que resfolega ódio contra tantas pessoas condenando-as sofrer agruras indescritíveis, é absurda. Precisamos recompor a imagem que fazemos de Deus.

Padre François Varrilon (um francês maravilhoso) afirmou em seu livro “Alegria de Crer e Viver” (infelizmente esgotado): "Por vezes, diz-se: Deus pode tudo! Não, Deus não pode tudo, Deus não pode senão o que pode o Amor. Porque ele não é senão o Amor. E sempre que nós saímos da esfera do amor, enganamo-nos sobre Deus e estamos a ponto de fabricar um qualquer Júpter".

Preciso dizer-lhe, José, que não precisa ter receio de abandonar esse modelo teológico de compreensão da divindade. Não, não tenha medo! Você pode estar próximo de abandonar um modelo, mas você jamais vai se afastar de Deus. Pelo contrário, depois que assisti ao filme Baraka, meu coração se sensibilizou. Fui desafiado a olhar para a vida com outros parâmetros. Senti no espírito o dever de caminhar por uma senda pouco trilhada, mas que me possibilitará a chance de crescer. Acredito que Deus não deixa que os puros de coração embarquem em canoas furadas. O Espírito há de nos dirigir a novos patamares de relacionamento com o Senhor.

Ao conhecer um Deus que chora, pois a dor do mundo dói nele, nos aproximamos de Jesus. Damos as costas à divindade alheada da vida para entendermos a afirmação bíblica: Deus é amor. Pe. Varrilon precisaria ser mais conhecido, sua percepção sobre o amor de Deus é riquíssima.

Se Deus interviesse para impedir o homem de sofrer, talvez nós pudéssemos dizer, numa primeira análise, que Ele nos ama ao impedir-nos de sofrer. Mas se formos ao fundo das coisas, reconhecemos que isso seria um ato infantil, não seria sério. O que está no centro do ato criador, é o absoluto respeito por uma criatura que deve criar-se a ela mesma, e que não pode fazê-lo sem o risco do sofrimento, independente de pecado que, sem dúvida, vem complicar as coisas. Atrevo-me a considerar em Deus dois níveis de amor. É uma maneira de falar, evidentemente. Um nível inferior, em que Deus intervém para impedir o homem de sofrer. E um nível superior de amor em que Ele respeita absolutamente a criatura que deve criar-se a si mesma... Se Deus intervém, quer no Evangelho, através de milagres, quer em determinadas vidas, por exemplo, através de curas, é porque Ele está presente em nossos humildes começos, ali, onde o nosso desejo é ainda carnal, onde se trata mais de necessidades do que de desejos. Mas é sempre para nos conduzir ao calvário onde não existe nenhuma intervenção. No Calvário, é o silêncio, é a ausência, é nesse momento que o amor se revela em toda a sua profundidade.

Faça um favor à sua alma, invista em seu crescimento. Compre o DVD, desligue os telefones e deixe que Deus use a mensagem do filme para tirar os pedregulhos do seu coraçao. Ah, quase esqueço, o filme Baraka não tem nenhuma narrativa; ninguém fala uma só palavra. O silêncio de Deus perante a cruz se parece com o silêncio de Deus diante das favelas, campos de concentração.

Soli Deo Gloria

12 de dezembro de 2009

O papa em Auschwitz

Domingo, encerrando sua viagem de quatro dias à Polônia, o papa Bento XVI fez uma visita carregada de emoção ao antigo campo de concentração nazista de Auschwitz. O próprio papa disse que fazer tal visita era "estarrecedor"para ele, como cristão e alemão, mas não podia deixar de fazê-la. Num gesto de grande sensibilidade, o papa optou por falar em italiano, e não em sua língua materna, o alemão, a fim de não ferir os sentimentos dos judeus, para quem a língua alemã está inextricavelmente associada aos horrores da era nazista.

Ao rezar durante uma cerimônia religiosa em memória das vítimas do Holocausto, o papa perguntou, com a voz embargada:

"Por que, Deus, o Senhor se calou? Como pôde tolerar tudo isso? Onde estava o Senhor naqueles dias?"

Quando nos deparamos com o mal e a tragédia no mundo, é natural perguntarmos: onde está Deus? Como Ele pode deixar que tal coisa aconteça?

A meu ver, porém, não são estas as perguntas primordiais. O que nos devemos perguntar não é onde está Deus, mas, sim, onde está o homem. Não como pode Ele, Deus, permitir que tais coisas aconteçam, mas, sim, por que ele, o homem, permite que essas coisas aconteçam. O que é que o ser humano tem feito para impedir as barbaridades?

O biógrafo de Sigmund Freud conta o caso de um importante cirurgião vienense que, ao se encontrar com Freud pela primeira vez, num corredor do hospital onde ambos trabalham, lhe mostrou um osso corroído pelo câncer, testemunho de uma vida que ele tinha sido incapaz de salvar, e lhe disse sentir-se profundamente magoado: "Sabe, doutor Freud, se algum dia eu me encontrar frente a frente com Deus, vou sacudir este osso em Sua face e perguntar-Lhe por que Ele permite uma doença destas." E Freud respondeu-lhe: "Se eu, algum dia, tiver essa oportunidade, vou formular a queixa de um modo diferente.Não vou indagar por que Ele permite o câncer, e sim por que Ele não deu a mim, ou ao senhor, ou a qualquer outra pessoa, a inteligência para descobrir a cura desta doença."

Antes de perguntarmos "onde está Deus", cabe-nos formular a outra pergunta:"Onde está o homem?" O que está fazendo o homem com o mundo que Deus lhe deu?

2ª Guerra Mundial e os campos de concentração constituem o maior desafio à teologia em nossa época. Creio que todas as religiões deveriam rever seus conceitos, tendo em vista o que Auschwitz e Treblinka nos ensinaram sobre Deus e o homem.Quando Hitler proclamava publicamente sua perversa política racial, por que as pessoas concordaram em aceitá-lo como líder? Onde estava o homem quando os eleitores da Alemanha disseram: "Antes Hitler, com suas idéias esquisitas sobre os judeus, do que a inflação ou o socialismo"? Onde estava o homem quando Hitler subiu ao poder e começou a concretizar suas loucas ameaças?Onde estavam os advogados, os juízes, os médicos e tantos outros que seguiram e apoiaram passivamente os decretos de Hitler?Se os advogados tivessem lutado pela dignidade de sua profissão, se os juízes tivessem defendido a justiça, se os médicos se tivessem importado com a vida humana, não haveria necessidade de perguntar mais tarde: "O que houve com Deus?"

Onde estava a Igreja? Onde estavam as autoridades eclesiásticas, tão prontas para exaltar a santidade da vida humana, enquanto milhões e milhões de vidas inocentes estavam sendo aniquiladas? Onde estavam os líderes dos governos aliados que deram um jeito de olhar para o outro lado e não conseguiram encontrar um canto em seus países para os judeus refugiados? Temos, certamente, o direito de perguntar onde estava Deus em 1940, mas temos o dever de perguntar, antes, onde estava o homem em 1940. O que poderia ele, homem, ter feito para impedir o inferno do Holocausto... e não fez?

Existe uma lenda sobre um rabino que se preparava para viajar de Israel para Roma. Na noite anterior à sua partida, ele teve um sonho no qual viu um mendigo esfarrapado sentado às portas de Roma. No sonho, ele ouviu uma voz que lhe dizia: "Vê este homem? Este é o Messias vestido de mendigo." O rabino acordou e não conseguiu mais esquecer o sonho. Continuou a pensar nele durante toda a viagem. Finalmente, ao aproximar-se de Roma, avistou um homem maltrapilho, sentado exatamente no local que havia visto no sonho. O rabino chegou-se a ele e questionou: "É verdade que você é o Messias?" E o homem respondeu: "Sim." O rabino, então, perguntou: "O que é que você está fazendo às portas de Roma?" E o homem replicou: "Estou esperando." Ao que o rabino retrucou: "Esperando?! Num mundo tão cheio de miséria, ódio e guerra, num mundo onde o povo de Israel está disperso e oprimido, num mundo onde existem crianças famintas, você está aqui, sentado, esperando?! Messias, pelo amor de Deus, o que é que você está esperando?" E o Messias respondeu:"Tenho esperado por você, para poder lhe perguntar, em nome de Deus, o que é que você está esperando."

A visita do papa Bento XVI a Auschwitz, no domingo, o fez reviver um capítulo muito doloroso da História humana. Diante das lápides simbólicas naquele local em que ocorreu o maior massacre de todos os tempos, o papa sentiu a necessidade de perguntar onde estava Deus enquanto a bestialidade nazista agia impune.
Com todo o respeito, permito-me responder ao Sumo Pontífice:Deus estava onde sempre esteve, esperando que os homens assumissem o seu dever.

por Henry I. Sobel

Você ama a Deus?

Escrito por Ricardo Gondim

Você me perguntou se eu O amava. Sim. Não hesito: amo a Deus com o que me resta de força, intuição e siso. Confesso não compreender o significado real desse verbo. Como soletrar amor? Como posso amar quem nunca vi? O que conheço de Deus para dizer tal coisa? Para piorar, nada sei sobre o amor.

Mas meu amor por Deus, por algum motivo, se alastra em minha alma. Saí das formulações categóricas a seu respeito. Desdenho das descrições metafísicas de uma filosofia medieval, do rigor dos catecismos beligerantes, das lógicas fundamentalistas. Empolgo-me com Deus porque já não o percebo com objeto de estudo. Ele não está lá, em algum recôndito espiritual, transcendental, paradisíaco, nirvânico, esperando ser adulado, pesquisado, definido. Percebo Deus na vida, com tudo o que ela tem de beleza e de horror. Vejo Deus nos verdes matizados da floresta, no vigor dos mares, na poeira que a bruma espalha, nas mudanças bruscas do tempo. Eu o intuo também nos rostos sofridos, nas festas alegres, nas derrotas desesperadas e nos triunfos espetaculares.

Meu amor por Deus, não sei explicar, enraíza-se em minha alma. Quebrei as réguas legalistas da religião, elas sobrecarregavam meus ombros; eram jugos que me azucrinavam. Eu vivia com paranóia. Não o tenho como o Grande Olho, que tudo vigia e tudo cobra. Despedi o Deus intolerante com as inadequações, iracundo com os tropeços de homens e mulheres que, apesar de tudo, lutam pela vida. Diante de olhos paternos, tabus e interditos abrandaram, culpas infundadas e autocomiseração manipulada enfraqueceram. A religiosidade da sofreguidão empoeirou-se em minha alma. Rasguei as cortinas que só vazavam a luz mortiça de um mundo espiritual cruel. Adornei o tabernáculo da minha espiritualidade com vitrais coloridos. Convidei músicos. Recitei poesia. Quero transformar meu culto em festa.

Meu amor por Deus, com segurança, se intensifica. Aprendi que ele não é um títere. Tardei, mas aceitei que a história não está escrita e selada. Resignifiquei a liberdade como desafio para a responsabilidade. Voltei as costas para a Divindade que atropela, misteriosa, que esconde desígnios, que manipula fatos e que usa as pessoas para satisfazer projetos gloriosos. A linguagem hermética da teleologia, os paradoxos da teodicéia, o anacronismo da doutrina da predestinação sumiram da minha rede de sentidos. Sinto-me livre para relacionar-me com o Dançarino. Ele me convida para ser seu par na valsa do grande baile universal.

Meu amor por Deus, agora sei, tornou-se mais inspirado. Distancio-me de chavões, reluto contra os clichês que já usei para me convencer de convicções que nunca possuí. Ciente de meus sentimentos irregulares, eu me escondia na linguagem piedosa. Ah, como tentava ostentar o que não era. Assumi a fragilidade de minhas certezas. Engatinho na leveza dessa relação com o Amigo mais chegado que um irmão. Reconheço que em determinados momentos meu amor não passa de puro sentimentalismo - que também se mistura com militância e racionalidade. Sou assim, mas eu me sinto sinto liberto e feliz de saber que aprendo a amá-lo do meu jeito, sem despersonalizar-me.

Soli Deo Gloria

20 de outubro de 2009

O Sonho Impossível.

"Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite provável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã se este chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão".
(Chico Buarque & Ruy Guerra)

Li uma frase que dizia:

“O impossível só dura o tempo de ser realizado.
Então, busque seus sonhos.
Estabilização não deve ser confundida com monotonia e pura repetição.
Afinal, você quer viver ou apenas durar?
Para um instante e reflita:
"Quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?"."

19 de outubro de 2009

Recebi este e-mail do meu professor da faculdade e achei interessante partilhá-lo.

Olá caros alunos e alunas.

Estrelas do Mar

Era uma vez um escritor que morava em uma tranqüila praia, junto de uma colônia de pescadores.

Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e à tarde ficava em casa escrevendo.

Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar.

Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.

"Por que está fazendo isso?"- perguntou o escritor.

"Você não vê! --explicou o jovem-- A maré está baixa e o sol está brilhando.

“Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia”.

O escritor espantou-se. "Meu jovem existe milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia.

Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.

O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor. "Para essa aqui eu fiz a diferença..".

Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã, voltou à praia, procurou o jovem, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.

Sejamos, portanto, mais um dos que querem fazer do mundo um lugar melhor.

Sejamos a diferença!

Por isso não deixe de participar e fazer as atividades do EAD.

Uma Boa noite.

Professor Carlos Augusto.

8 de outubro de 2009

Como elaborar um bom currículo



Da mesma forma que uma embalagem moderna e atraente contribui para as vendas de determinados produtos; um currículo sucinto e bem elaborado pode aumentar, consideravelmente, suas chances de obter entrevistas de emprego.

É importante lembrar que o currículo é a peça chave para quem busca uma oportunidade. Deixe bem claro quais são seus objetivos e interesses. O seu currículo precisa que uma forma rápida, dê ao recrutador a impressão que você tem o perfil que a empresa precisa.

Em inglês, existe um ditado que diz que “Tudo que vale a pena ser feito, vale a pena ser bem feito” (“Everything that is worth doing, is worth doing well”).

Nenhuma diretriz poderia ser mais apropriada ao profissional que embarca na
tarefa de redigir seu currículo.
Em primeiro lugar, este trabalho exige tempo. Serão necessários vários esboços de currículos até que um deles seja finalmente selecionado. Esta é a hora de você transformar fatos em histórias e ciência em arte.
Este é o foco: pense no seu currículo como uma verdadeira obra de arte!

Um bom currículo:

* não contém dados incorretos que, sejam eles mencionados por descuido ou intencionalmente, podem causar sérios problemas durante o processo seletivo;
* deve ser muito bem escrito;
* faz você se destacar em uma pilha de outros currículos;
* apresenta uma linguagem bastante clara, com frases curtas e se resume em uma página;
* não apresenta hobbies ou características pessoais, que podem dar margem a interpretações negativas;
* enfatiza os pontos fortes e dá menos ênfase aos pontos fracos, deixando-os no final do cv ou omitindo-os.

MODELO DE CURRÍCULO

NOME
Rua Xxxxxxxxx, xxx
Cep: xxxxx-xxx - (Bairro)
(Cidade) - (Estado)
Tel: (xx) xxxx-xxxx
Cel: (xx) xxxx-xxxx

- Coloque os itens em letras maiúsculas ou em negrito Ex: FORMAÇÃO ACADÊMICA

- Coloque os itens na seguinte ordem :

DADOS PESSOAIS
OBJETIVO
FORMAÇÃO ACADÊMICA
QUALIFICAÇÕES
HISTÓRICO PROFISSIONAL
IDIOMAS
CURSOS

- No item OBJETIVO, sugiro que descreva somente a área ou o cargo de seu interesse, em no máximo uma linha, de forma que seu currículo não se torne extenso.

OBJETIVO: xxxxx

- No item QUALIFICAÇÕES faça um resumo de suas experiências e coloque seus conhecimentos adquiridos durante sua carreira profissional, mas cuidado para não ficar muito extenso e cansativo de se ler, fazendo com que os selecionadores não o leiam até o final.

Escreva um pouco sobre suas qualificações profissionais dentro da sua área de atuação, coloque em itens para facilitar a leitura e a estética de seu currículo.

É interessante destacar resultados obtidos com seu trabalho que resultaram em melhorias para a empresa e projetos desenvolvidos ou que ajudou a desenvolver visando lucro ou crescimento para a empresa.

Inicie as frases da descrição de suas atividades com verbos de ação no presente e na forma Impessoal. Ex: Responsável por..., Coordenação..., Implantação de..., Elaboração de ...
- No item FORMAÇÃO ACADÊMICA coloque na ordem:
Pós-Graduado em...
Instituição
Ano de Conclusão: 19XX
Graduado em ...
Instituição
Ano de Conclusão: 19XX

- No item EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL coloque na ordem cronológica inversa da mais recente para a mais antiga, da seguinte maneira:

(não precisa escrever Empresa, Ramo... coloque somente nesta ordem e escreva o nome das empresa em letras maiúsculas)

Empresa
Ramo
Cargo
Período mês/ano a mês/ano

- Coloque somente o item IDIOMAS se tiver fluência ou nível intermediário em alguma língua.- No item CURSOS coloque em itens, e na ordem cronológica inversa dos mais recente para os mais antigos.

- No item MINICURRÍCULO seja objetivo, evitando citar características de sua personalidade. Deixe apenas bem claros seu objetivo profissional e os principais fatos e realizações de sua trajetória. Observação: As alterações de seu currículo devem ser realizadas através de sua Área de Assinante, na aba CURRÍCULOS.
Boa sorte na elaboração de seu currículo e caso queira informações detalhadas você pode entrar no site da Catho e lá você obterá diversas informações.

Um abraço.

Frases Motivacionais



A motivação é uma chave muito importante no mundo dos negócios. Uma pessoa cheia de sonhos, feliz, realizada, é um melhor funcionário. Pensando nisso é que muitas empresas vem investindo no assunto.

Por isso confira agora uma lista com frases motivacionais para vendas ou para qualquer campo dos negócios.

1 – Chame o sucesso para fazer parte de sua vida. Acredite no seu potencial criador, seja inovador, treine sua mente para vencer, estipule metas e, principalmente, lute por seus ideais.

2 – Otimismo é esperar pelo melhor. Confiança é saber lidar com o pior.

3 – A vitória pertence ao mais perseverante.

4 – Muitas coisas não ousamos empreender porque parecem difíceis: entretanto são difíceis porque não ousamos empreendê-las.

5 – Seja mais lúcido diante da beleza da vida e de sua existência, sua face é uma página em branco que somente você pode ilustrar, estampe-a com um sorriso.

6 – Acredite no seu potencial, procure motivar-se todos os dias, mantenha sua auto-estima sempre elevada, você realizará grandes feitos em sua vida .

7 – Uma das melhores formas de transmitir motivação e ser motivado é dar e receber elogios.

8 – Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia… Pois o triunfo pertence a quem se atreve.

9 -É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota; do que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito nem sofrem muito.

10 – Se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si.

1 de outubro de 2009

Crianças bruxas na África

O que será que está acontecendo com a humanidade?

Aqueles que deveriam lutar pela causa dos pobres e necessitados, estão invertendo os valores. Ao invés de tirar o fardo pesado e libertar os cativos, estão cada vez mais, aprisionando, oprimindo e manipulando.

Parece que não entenderam nada da proposta de Jesus Cristo em relação ao Reino de Deus.

Será que Jesus não foi claro quando disse que das crianças são o Reino dos céus, e que se não formos como as crianças - simples, sinceras, verdadeiras, perdoadoras - de forma alguma entraremos no céu!

Não sei o que dizer, mas acho, ou melhor, tenho certeza, que alguma coisa esta errado!

Leia esta matéria abaixo e você entenderá melhor o que eu estou dizendo.

Em um relatório exclusivo do Delta do Níger, no sul profundo da África Ocidental, Tracy McVeigh ouve as histórias extraordinárias de crianças que foram repudiadas por suas famílias e comunidades, e as visitas dos pais que abandonaram e abusado seus próprios filhos, porque eles acreditam elas são bruxas.

Pastores de igrejas evangélicas na Nigéria estão acusando crianças de serem bruxas, levando ao abuso e a crueldade indiscritíveis a crianças inocentes.Elas estão sendo abandonadas pelos pais para morrerem, isso quando não são mortas, espancadas, queimadas, envenenadas, enterradas vivas, amarradas a árvores, entre outras crueldades.

Estima-se que cerca de 5.000 crianças foram abandonadas desde 1998, e que de cada 5 crianças abandonadas, uma acaba morrendo, e as que sobrevivem ficam em estado de choque.

Os pastores fazem parte das igrejas evangélicas "Assembléia do Novo Testamento", "Igreja de Deus das Missões", "Evangelho Monte Sião", "Glória de Deus", "Irmandade da Cruz", "Liberdade do Evangelho", entre muitas outras.

São os pastores que dizem que as crianças estão enfeitiçadas, e eles prometem fazer um exorcismo para curar as bruxas mediante pagamento, que pode custar 3 a 4 meses de trabalho.Com a grande maioria das pessoas não podem pagar, elas abandonam as crianças, ou utilizam outros métodos para tentar "curá-las".

Esse é o link da notícia, em inglês:http://www.guardian.co.uk/world/2007/...

28 de setembro de 2009

Sintomas da Esquizofrenia



A esquizofrenia (do grego σχιζοφρενία; σχίζειν, "dividir", e φρήν, "mente") é uma doença mental crônica temida por muitas pessoas que se carateriza classicamente por uma colecção de sintomas que variam de paciente para paciente, mas no geral a pessoa perde a noção da realidade, do que é real e do que é fantasia, avultam alterações do pensamento, alucinações (sobretudo auditivas), delírios e insensibilidade emocional, podendo causar um disfuncionamento social crônico.

A esquizofrenia pode começar já na infância e durar a vida toda. Pessoas com esta doença têm freqüentes dificuldades com seus pensamentos e suas percepções. Elas podem se retirar dos contatos sociais e, se não tratadas, exibirão mais sintomas e ficarão menos funcionais como o passar do tempo.
Um exemplo de um esquizofrênico famoso é o matemático americano John Forbes Nash, que fez importantes contribuições na área da economia, biologia e teoria dos jogos.

Confira abaixo alguns sintomas da doença:

Alucinações (percepções desordenadas):
Pode envolver quaisquer dos cinco sentidos, incluindo visão, audição (ouvir), tato (toque), olfato (cheiro) e gustação (gosto);
Ilusões (pensamentos distorcidos);
Fala desorganizada;
Comportamento incomum ou desorganizado;
Espectro emocional restrito ou indiferença;
Fala limitada, indiferente ou inexpressiva;
Pensamento desordenado, com problemas para fazer conexões lógicas;
Dificuldade para começar ou concluir uma atividade com meta específica.

fonte:
www.sempretops.com.br
http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquizofrenia

24 de setembro de 2009

Preconceito Racial




"Infelizmente o Preconceito é algo que ainda existe e com muita intensidade no mundo todo". Não se sabe ao certo quando teve inicio, mas faz parte do ser humano em si. É um pensando que consiste no fato que existe grande diferença entre as raças e que uma é superior a outra.

Muitas pessoas já sofreram algum tipo de preconceito. Quando falamos em preconceito Racial, as maiores vítimas são os negros. Há centenas de anos atrás, os negros eram escravos, tratados como animais.

Mesmo com a abolição da escravidão, muitas pessoas ainda têm uma idéia parecida com essa. Nas Grandes Guerras Mundiais, o nazista Hitler deixou bem claro que os alemãs eram puros e os judeus eram inferiores. Milhões de judeus foram executados.

Não tem como fazer o preconceito ter fim. É uma idéia que acompanha cada pessoa preconceituosa. Mesmo com campanhas, mesmo com propagandas afirmando que todos somos iguais, ainda há que prejulgue uma pessoa apenas pela sua cor de pele ou descendencia diferente.

Deixo apenas um conselho àqueles que se sentem discriminados por qualquer tipo de preconceito acredite: " que você não é inferior a ninguém, embora exista diferenças de classes sociais, cor, religião, nao importa, você é especial por ser você! Diante de Deus todos somos igual, não existe prívilegiados."
E para você que discrimina as pessoas, olha para próximo com desdém, se acham narcisista lembre-se: " que no mundo você sempre encontrará pessoas mais bonitas que você, mais ricas que você, mais inteligentes que você, mais bem sucedidas que vocês."Fabio Cabrera

9 de setembro de 2009

Entenda o que é a camada pré-sal

fonte: (1) site www.sempretops.com.br e (2) folha online



A camada pré-sal é um enorme reservatório de petróleo e gás natural, localizado nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. Ela se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina - (2). Estas reservas estão abaixo da camada de sal, por isso recebem o nome de “Camadas Pré Sal”. Estão localizadas aproximadamente a 7 mil metros abaixo do nível do mar, onde geralmente se localizam as maiores reservas de petróleo.

Por incrível que pareça, a Camada se formou aproximadamente há 100 milhões de anos e só hoje em dia que é explorada e estudada. Por mais explorada que a Camada está sendo, os pesquisadores ainda não conseguiram definir a quantidade total de petróleo e gás natural presentes nela. Os números apontam no mínimo 8 bilhões de barris de petróleo apenas em uma pequena região onde a camada está situada.

A tecnologia usada na extração do petróleo dessa camada é muito cara, por isso deve haver muito investimento. Se isso ocorrer, o Brasil pode se tornar futuramente o maior produtor e exportador de petróleo do mundo. Toda a região ainda está sendo estudada e explorada. A extração já teve inicio, mas como já foi dito, ainda precisa de muito investimento. (1)

O petróleo encontrado nesta área... segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo (veja figura abaixo).

Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os nomeados Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros.



Um comunicado, em novembro do ano passado, de que Tupi tem reservas gigantes, fez com que os olhos do mundo se voltassem para o Brasil e ampliassem o debate acerca da camada pré-sal. À época do anúncio, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) chegou a dizer que o Brasil tem condições de se tornar exportador de petróleo com esse óleo.

Tupi tem uma reserva estimada pela Petrobras entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo, sendo considerado uma das maiores descobertas do mundo dos últimos sete anos.

Neste ano, as ações da estatal tiveram forte oscilação depois que a empresa britânica BG Group (parceira do Brasil em Tupi, com 25%) divulgou nota estimando uma capacidade entre 12 bilhões e 30 bilhões de barris de petróleo equivalente em Tupi. A portuguesa Galp (10% do projeto) confirmou o número.

Para termos de comparação, as reservas provadas de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil ficaram em 13,920 bilhões (barris de óleo equivalente) em 2007, segundo o critério adotado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Ou seja, se a nova estimativa estiver correta, Tupi tem potencial para até dobrar o volume de óleo e gás que poderá ser extraído do subsolo brasileiro.

Estimativas apontam que a camada, no total, pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.
A Petrobras, uma das empresas pioneiras nesse tipo de perfuração profunda, porém, não sabe exatamente o quanto de óleo e gás pode ser extraído de cada campo e quando isso começaria a trazer lucros ao país.

Ainda no rol de perguntas sem respostas, a Petrobras não descarta que toda a camada pré-sal seja interligada, e suas reservas sejam unitizadas, formando uma reserva gigantesca.

Justamente por conta do desconhecimento sobre o potencial da camada pré-sal o governo decidiu que retomará os leilões de concessões de exploração de petróleo no Brasil apenas nas áreas localizadas em terra e em águas rasas. Afinal, se a camada for única, o Brasil ainda não tem regras de como leiloaria sua exploração.

Assim, toda a região em volta do pré-sal não será leiloada até que sejam definidas as novas regras de exploração de petróleo no país (Lei do Petróleo), que voltaram a ser discutidas pelo Planalto --foi criada uma comissão interministerial para debater modelos em vigor em outros países e o destino dos recursos do óleo extraído.

Além disso, o governo considera criar uma nova estatal para administrar os megacampos, que contrataria outras petrolíferas para a exploração --isso porque os custos de exploração e extração são altíssimos. Os motivos alegados no governo para não entregar a região à exploração da Petrobras são a participação de capital privado na empresa e o risco de a empresa tornar-se poderosa demais.

Opiniões

O diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, disse que a discussão em torno das mudanças no marco regulatório do petróleo não levará em conta o interesse privado.

"Existem vários interesses públicos e privados envolvidos nessa questão. A Petrobras é uma empresa que tem controle governamental, mas tem acionistas privados, que têm que ser respeitados. Ao mesmo tempo, o aproveitamento dessas riquezas é questão de Estado brasileiro", reconheceu.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito vários discursos em que mencionou que as reservas pertencem ao "povo brasileiro" e devem ser usadas em benefício do país, como para aplicações na educação. Lula chegou a mencionar que as reservas eram uma chance divina e deveria ser usada para reparar uma dívida com os mais pobres. (2)

6 de setembro de 2009

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Este é o meu resultado

Quem sou eu? - Resultado

Introvertido,
Extrovertido x Introvertido

A primeira dupla de características descreve como cada um vive no mundo - se escolhe interagir com outras pessoas ou se sente melhor permanecendo sozinho.
Os extrovertidos precisam experimentar o mundo para entendê-lo e recarregar as baterias junto com os outros.
Ao deparar com uma novidade, perguntam: "Como eu posso mexer com essa situação?"
Já os introvertidos preferem entender o mundo sozinhos.
Ao se ver em uma nova situação, sua primeira pergunta é: "Como isso vai mexer comigo?"

Perceptivo,
Perceptivo x Intuitivo

A segunda dupla procura entender que tipo de informação as pessoas normalmente captam.
Os perceptivos concentram-se no que pode ser visto, ouvido, cheirado, sentido com o tato ou com o paladar.
Eles acreditam apenas no que pode ser documentado ou medido.
Olham uma situação e querem descobrir o que está acontecendo exatamente.
Os intuitivos usam também seus cinco sentidos, mas confiam bastante na intuição.
Estão interessados em interpretações, relações, interferências e possibilidades.
Valorizam a imaginação e a inspiração.

Emotivo,
Racional x Emotivo

Esses dois tipos definem a maneira pela qual as pessoas tomam decisões e como chegam a uma conclusão sobre um assunto qualquer.
Os racionais preferem tomar resoluções baseados na lógica.
Tentam ser objetivos, analisam todas as evidências antes de chegar a um resultado e apostam na solução racional, mesmo que ela seja desagradável para a maioria dos envolvidos.
Já os emotivos mantêm uma empatia com as partes envolvidas e tendem a decidir de um modo que todos fiquem felizes com o resultado.

Analítico
Analítico x Perceptivo

A quarta dupla de tipos de personalidade refere-se ao modo como preferimos levar a vida, de modo mais estruturado ou espontâneo.
Os analíticos têm uma tendência para a ordem e gostam de tomar decisões.
Levam prazos a sério e procuram ter uma vida controlada, sem sustos nem aventuras.
Os perceptivos estão sempre abertos a novas propostas.
Preferem entender a vida e aproveitar o momento a tentar controlar todos os detalhes.

Meu nome é trabalho:
Você gosta de observar detalhes. Prefere se envolver com projetos concretos. Não se importa de trabalhar nos bastidores, mas quer que suas realizações sejam reconhecidas. Segue normas e é prático nas decisões.

Pontos fortes:
- Tem um forte senso ético.
- É responsável e trabalha duro.
- É cuidadoso com detalhes.
- Respeita hierarquias.

Pontos fracos:
- Não tem consciência de seus valores e teme fazer exigências.
- Não se adapta facilmente.
- Precisa de elogios.

Profissões:
• Administração
• Artes Plásticas
• Biblioteconomia
• Ciências Contábeis
• Decoração
• Enfermagem
• Farmácia
• Fisioterapia
• Medicina
• Medicina Veterinária
• Música
• Nutrição
• Medicina (Oftalmologia)
• Pedagogia
• Publicidade, Propaganda e Marketing
• Serviço Social

Reverência ao destino

Carlos Drummond de Andrade

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

Entrevista com Ricardo Gondim

Fonte: Cristianismo Hoje

Gondim confessa mágoas e reafirma sua fé no Evangelho

“Tenho mágoa de quem me chamou de herege”.

Fim de culto na Betesda. A igreja ocupa um imenso galpão na zona sul de São Paulo. Ricardo Gondim chama um dos pastores para fazer a oração final e deixa a plataforma a passos rápidos enquanto a congregação está de olhos fechados. No entanto, em vez da saída à francesa, ele opta pela “versão Ceará”, postando-se à porta do templo para cumprimentar as pessoas. Tudo como manda o mais autêntico figurino presbiteriano. Posa para fotos, autografa livros e distribui sorrisos e abraços para aos que se comprimem à sua volta. Para desapontamento de inúmeros desafetos, o escritor e pastor parece revestido de uma espécie de couraça contra os rótulos que lhe são atirados com freqüência. “Arrogante”, “herege”, “polêmico” e “mundano” são apenas alguns, digamos, publicáveis. Após receber muitos protestos sobre as supostas heresias defendidas por seu articulista, a revista evangélica Ultimato se pronunciou no ano passado (edição 308) usando dois adjetivos sobre os textos de Gondim: “Apreciados” e “saudáveis”.

Um rápido exame nas dezenas de textos de seu visitadíssimo site já é suficiente para identificar algumas preferências pouco (ou nada) ortodoxas para um líder pentecostal. De Vinicius de Moraes a Lenine, a lista para lá de eclética inclui nomes como Almodóvar, Rubem Alves e Simone Weil. Com o fôlego de quem correu onze maratonas e dezesseis vezes a São Silvestre, Gondim revela que a corrida funciona como espécie de exorcismo para ele e para os amigos que o acompanham. “Após vários quilômetros percorridos, costumamos dizer que suamos vários demônios”, graceja. Ao receber CRISTIANISMO HOJE, cercado de livros numa filial da Livraria Cultura – templo-mor das letras na capital paulista –, Ricardo Gondim olhou na janela para o prédio da TV Globo e perguntou se Kixapágua (entidade que atua por trás da Vênus Platinada, segundo o apóstolo da Igreja Renascer, Estevam Hernandes) não iria atrapalhar o papo. Das risadas iniciais à emoção ao tocar em dores ainda sensíveis, o pastor falou sobre muitas coisas, inclusive de suas mágoas.

CRISTIANISMO HOJE – Agora em maio, duas grandes catástrofes – o ciclone em Mianmar e o terremoto na China – assustaram o mundo e novamente levaram os crentes a pensar sobre as razões do sofrimento humano. Como o senhor, que na época do tsunami ocorrido na mesma Ásia em 2004 causou polêmica com um artigo sobre as tragédias, analisa a questão do sofrimento humano diante da existência de um Deus que se apresenta ao homem como pleno de amor?
RICARDO GONDIM – Discordo da explicação fundamentalista de que “todas as tragédias são provocadas pelo pecado original”. É um simplismo cruel e inútil. Como escrevi inúmeras vezes, não consigo acreditar numa divindade que tudo ordena e orquestra. Em Os irmãos Karamazov, de Dostoievski, Ivan diz num certo momento: “Há uma coisa no Universo que clama: o choro de uma criança”. O Deus da Bíblia não é sádico de provocar a morte de milhares de vidas. Exatamente pelo fato de Deus ser amor, ele possibilita a felicidade e a infelicidade. Nossas escolhas, decisões e articulações sociais interferem nos resultados. Ao mesmo tempo, a vida é trágica e feliz. Deus é sempre parceiro do homem nessa busca de tornar a vida mais intensa e prazerosa. Como afirma André Comte-Sponville, “somos os únicos seres do Universo que podem humanizar ou desumanizar”.

- Na época do tsunami, teólogos se insurgiram contra alguns de seus textos, desfiando uma série de argumentos. Hoje, o senhor é mestrando em ciências da religião na Universidade Metodista. É importante estudar teologia?
Depende de como você entende a teologia. Deus não pode ser dissecado. Como disse Paul Tillich, “Deus está além de Deus”. Entendo teologia como o estudo e a maneira como organizamos nossa vida a partir da compreensão que temos de Deus, ou, lembrando Rudolf Otto, do nosso “encontro com o sagrado”.

- Mesmo entre as pessoas que não professam nenhuma religião, a sucessão de fatos trágicos e de episódios de crueldade humana explícita, como o assassinato da menina Isabella Nardoni, sugerem que algo muito grave e de contornos ainda indefinidos esteja acontecendo. O atual recrudescimento da brutalidade humana aponta a proximidade dos eventos escatológicos bíblicos ou são apenas novas expressões de um quadro que sempre houve?
Todos esses fatos recentes são apenas expressões de algo que sempre aconteceu. Repare que, ao longo da história, foram comuns perseguições contra judeus, hereges, escravos... A própria Reforma Protestante foi um episódio violento. Em Casa grande & senzala, Gilberto Freyre discorre sobre o que algumas senhoras faziam por ciúme da beleza das escravas. Quebravam-lhe os dentes com chutes ou mandavam-lhes cortar os peitos. De certa maneira, creio que o que aumentou foi o nível de intolerância social à brutalidade – por isso a comoção e a revolta provocadas por esses episódios.

- Quando foi a última vez que o senhor chorou?
Na semana passada, durante reportagem na TV sobre o terremoto da China. Depois de quatro dias, conseguiram resgatar uma criança com vida. Um pai tentou invadir a ambulância ao imaginar que era seu filho. Chorei ao ver o desespero daquele homem.

- Quais são as principais diferenças entre o Ricardo Gondim de hoje e aquele que começou o ministério há três décadas?
Eu era um homem com um idealismo ingênuo. Não sabia diferenciar ilusão e encantamento. Ilusão é baseada em fantasias; já o encantamento nasce da observação da realidade. Continuo encantado com o Evangelho, com “E” maiúsculo.

- Então, quem é Ricardo Gondim?
Um homem introspectivo e nostálgico. Gosto de ambientes intimistas e tenho profunda necessidade de estabelecer relacionamentos significativos, sem trocas ou quaisquer tipos de interesses.

- Nos últimos cinco anos, o senhor tem se notabilizado como um crítico do segmento evangélico. Iniciativas como o blog Outro Deus e a maciça produção de textos nesta linha têm marcado seu ministério. Até que ponto isto se confronta ou complementa sua atuação pastoral?
Comecei a escrever pelo fascínio da própria literatura, cuja excelência intrínseca é maior que a da oralidade. Esse exercício adensa pensamentos e complementa idéias que surgiram nas mensagens. Todas as semanas posto textos inéditos e meu site recebe cerca de 1.400 visitantes por dia e mais de 1,5 mil e-mails por mês.

- Em seus pronunciamentos recentes, o senhor revela a vontade de afastar-se de tudo e chega a sugerir que as pessoas não compareçam sequer aos eventos que promove. No entanto, o senhor continua participando e promovendo eventos destinados ao público evangélico e permanece na direção da Betesda – uma igreja com corte social de classe média urbana, presença na mídia e atuação institucionalizada, como tantas outras denominações cuja existência legitimam suas críticas. Não é um paradoxo?
É preciso definir os acampamentos. Há um movimento evangélico que mostra ter exaurido as forças. Alguns sinais dessa exaustão são a falência ética e as campanhas constantes para trazer pessoas à igreja. Para mim, agenda cheia demonstra fraqueza. Para fidelizar o público, há gente buscando atrações cada vez mais fantásticas. No caso da Betesda, é explícita a posição de não repetir modelos falidos e teologias engessadas da década de quarenta. O que faço hoje são eventos voltados para a própria igreja. Recentemente, decidi suspender o Congresso de Reflexão e Espiritualidade, voltado basicamente para pastores, que acontece há vários anos. E não compactuo com nenhum messianismo do tipo “impactar a nação por meio de eventos”.

- Falar de gigantismo e inchaço da Igreja brasileira tornou-se atitude recorrente nos últimos 20 anos, período no qual a população evangélica do país quase triplicou. Quais são, na sua opinião, os efeitos de tal avanço? Existem premissas equivocadas na tradição evangélica e na práxis desta Igreja?
Alguns efeitos são perigosíssimos. A Igreja passou a ser vista como outra força, entrando na disputa de poder. O crescimento acentuado enfraqueceu o zelo pelo conteúdo da mensagem. Isso promoveu sentimentos de ufanismo e triunfalismo desmedidos. Mas não ocorreu avivamento. O que aconteceu foi uma confluência de fatores sociológicos que explicam o crescimento do rebanho. Não é necessário enfatizar princípios espirituais para explicar o aumento do número de evangélicos.

- O movimento da Igreja emergente, que tem ganhado força nos EUA, começa a influenciar lideranças no Brasil. Qual é o seu posicionamento acerca dele?
Depois de muitos anos de crescimento do fundamentalismo, nomes como Brian McLaren, Rob Bell e o próprio Phillip Yancey representam um certo ar fresco na ambiência evangélica dos Estados Unidos. Ainda assim, vejo o movimento como algo norte-americano, sem diálogo com outras tradições cristãs ao redor do mundo.

- A dinâmica dos grupos pequenos cresce no contexto do Evangelho urbano. Eles vão representar necessariamente a extinção das grandes igrejas?
O futuro mais lúcido da Igreja Evangélica está nos pequenos grupos. As instituições não vão acabar; porém, não serão solo fértil para as grandes inovações. Enquanto as grandes igrejas repetem clichês, pessoas reunidas em grupos menores vão experimentar o enriquecimento da alma.

- Quais foram os motivos da recente divisão ocorrida na Igreja Betesda, cujo núcleo em Fortaleza, no Ceará, desligou-se da sede em São Paulo?
Não houve desligamento de São Paulo. O que aconteceu foi uma divisão dentro da Betesda de Fortaleza. Um grupo alegou que minhas propostas teológicas eram “incompatíveis”. No entanto, na realidade tratava-se apenas de disputa interna de poder. Na época, a igreja perdeu alguns líderes e cerca de 40% dos membros.

- Igrejas pentecostais como a Assembléia de Deus, à qual o senhor foi ligado, foram durante muito tempo estigmatizadas devido ao perfil de sua membresia, prioritariamente formada por pessoas dos estratos sociais mais populares. De acordo com sua observação, essa visão ainda persiste?
Um dos fenômenos comprovados em relação aos pentecostais foi a ascensão social do segmento. Obviamente, isso trouxe benefícios e problemas. A produção teológica e literária é um fator positivo. Por outro lado, muitas pessoas passaram a se comportar como os demais estratos da população, supervalorizando o status e outros sinais de riqueza. Daí para a teologia da prosperidade pregada pelos neopentecostais a distância foi curta.

- “Ao tentar transformar-se em ciência, a teologia só conseguiu produzir uma caricatura do discurso racional, porque essas verdades não se prestam à demonstração científica.” As palavras são de Karen Armstrong, autora do livro Em nome de Deus – O fundamentalismo no Judaísmo, no Cristianismo e no Islamismo. Qual a face mais aguda do fundamentalismo no Cristianismo de hoje?
O fundamentalismo confunde fé com aceitação de conceitos doutrinários. Seus defensores acreditam numa verdade que pode ser totalmente abraçada a partir de certas lógicas. Crêem chegar a uma verdade plena, fechando-se ao diálogo.

- Quem são, hoje, as lideranças e pensadores que influenciam sua atuação ministerial?
Além da ala “emergente” (Bell, McLaren), tenho lido autores católicos latino-americanos, como Juan Luis Segundo. Gosto bastante também das obras do espanhol Andrés Torres Queiruga, além de teólogos judeus como Jonathan Sacks e Abraham Heschel.

- Ideologicamente, como o senhor se define?
Sou um pensador independente, de esquerda. Não acredito no neoliberalismo capitalista. Ele produz os excluídos. O Evangelho defende os pobres e os marginalizados.

- O senhor é um autor bastante apreciado pelos crentes brasileiros. Qual sua opinião sobre a literatura evangélica em nosso país?
A produção literária evangélica é deficiente. A razão é o freio dogmático que gera pessoas mais preocupadas com a defesa da fé do que em produzir literatura.

- Quais os autores que mais o influenciam?
Entre vários escritores que fazem parte da minha vida, posso citar José Lins do Rego, Machado de Assis, Thomas Mann e Victor Hugo. O clássico Os miseráveis é uma das minhas obras favoritas.

- Lançado em 1998, É proibido (Mundo Cristão) é um de seus livros mais vendidos. Dez anos depois dele, o que a Bíblia permite e a Igreja ainda proíbe?
A Igreja brasileira ainda não soube, por exemplo, lidar com a questão do álcool. Os conceitos lembrados remetem à Lei Seca dos Estados Unidos. Portugal já resolveu essa questão de forma equilibrada há muito tempo e ninguém fica escandalizado ao ver um cristão tomar vinho.

- E a relação do povo evangélico com a arte, por exemplo?
É esquizofrênica e mal-resolvida. Dicotomizaram as manifestações artísticas em “sacra” e “profana” – mas não fazemos essa mesma distinção na hora de ler um texto. Em resultado disso, os cristãos sofrem empobrecimento generalizado na hora de saborear e desfrutar da vida. As expressões mais belas de uma geração estão em sua produção artística.

- No ano passado, a Editora Ultimato publicou Eu creio, mas tenho dúvidas, obra que traz vários de seus artigos. Quais são suas principais dúvidas e inquietações?
Reflito com freqüência sobre a banalidade da vida. Basicamente, essas reflexões são ressonâncias do livro de Eclesiastes: nem sempre o justo prevalece, nem sempre o forte vence, nem sempre a vida faz sentido...

- Em mensagem pregada recentemente, o senhor afirmou que às vezes lhe vêm à mente pessoas que o machucaram, e confessou ter mágoa de algumas delas. Como é esse sentimento?
Tenho mágoa de pessoas que lidaram comigo a partir de rótulos e preconceitos. Tenho mágoa de pessoas que foram intelectualmente desonestas comigo, tentando desconstruir meus textos sem sequer ler as referências. Tenho mágoa de pessoas que me chamaram de “herege” e “apóstata”, uma verdadeira perversidade de gente que não conhecia toda a extensão das questões em debate.

3 de setembro de 2009

O conhecimento como uma necessidade para a ação



Texto extraído de: LUCKESI. Cipriano. Fazer Universidade: uma proposta metodológica. 5ª. ed. São Paulo: Ed. Cortez, 1989, p. 47-54.]

Alem da capacidade distintiva do ser humano, que se manifesta pelo exercício do entendimento e organização do mundo, o conheci­mento é uma necessidade (o grifo é meu).

Em primeiro lugar, o conhecimento é uma necessidade enquanto modo de "iluminação" da realidade. Não se pode agir a não ser que se "veja" o caminho. Na nossa prática de visão física, sabemos que não conseguimos nos movimentar, sem que tenhamos o senso da direção e o dimensionamento dos obstáculos e das passagens livres.

Quando, estando em um ambiente qualquer, falta, inesperadamente, a incidência de luz, sentimo-nos um tanto inseguros e isto se manifesta pelo nosso ato de parar imediatamente, tentando algum tipo de acomodação visual. No momento em que os vultos dos objetos se nos delineiam novamente, reiniciamos nossos movimentos, movimentos gerais evidentemente, desde que ações minuciosas dependerão de incidência de claridade suficiente para o seu exercício. Analogicamente, isto também ocorre com o conhecimento. Ele é necessário como uma "luz" que ilumina o nosso caminho, na prática da ação com as coisas do mundo circundante. Não haverá, aqui também, como agir com critério, sem que se tenha uma clareza de como é a realidade, quais são suas resistências, os modos (rodeios) necessários para dominá-la. Por desconhecermos o modo de agir adequadamente sobre alguma resistência do mundo, em nossa ação, nem sempre conseguimos atingir aquilo a que nos propomos. Se conhecêssemos tudo, tanto nos aspectos teóricos quanto tecnológicos, certamente que não teríamos erros e dificuldades na tentativa de atingir os nossos objetivos.

Sempre algum tipo de explicação para a realidade torna-se necessário, mesmo que seja mágico. Os nossos indígenas, os grupamentos humanos intitulados de primitivos, e mesmo grupos humanos hodiernos manifestam interpretações da realidade que não têm sustentação na realidade, mas que são compreensões provisórias, porque é necessário ter alguma compreensão. Para exemplificar, vamos nos lembrar do fato que para os nossos indígenas o trovão significava a ira da divindade. Essa compreensão não é compatível com a realidade das descargas elétricas atmosféricas constitutivas do trovão, todavia era um tipo de compreensão que lhes dava uma segurança. A segurança de que com rituais mágicos disponíveis conseguiriam aplacar a divindade e livrar-se do perigo. Quantos de nossas famílias, ainda hoje, diante das tempestades, não acendem velas bentas e queimam palmas da semana santa? Quantos não recorrem ainda aos "bozós" seja para retirar o "mau olhado" ou para botá-lo? Compatível ou não com a realidade, uma forma de compreensão torna-se necessária, pois que não se consegue viver e sobreviver sem algum tipo de acomodação cognitiva sobre o mundo.

Todavia, sabemos que o conhecimento necessário para o ser humano é o conhecimento verdadeiro, compatível com a realidade e suficientemente funcional para a vida humana. Só a criticidade do conhecimento pode fazê-lo satisfatório.

Decorrente deste primeiro aspecto, o segundo que se nos apresenta é que o conhecimento é necessário para o progresso, para o desenvolvimento de um mundo cada vez mais adaptado ao atendimento das necessidades do ser humano. Isto não quer dizer que tudo o que já se tenha feito com o conhecimento tenha sido para o bem-estar do ser humano. Muita coisa já foi realizada com este mesmo mecanismo em detrimento de necessidades humanas básicas. Contudo, o conhecimento é uma carência que, se não atendida, o desenvolvimento não se faz. Como temos visto anteriormente, ele é condição da ação adequada. E o progresso só pode ser feito com ações adequadas (o grifo é meu).

25 de agosto de 2009

Tudo "legal" entre a Record e a Universal

por Marcelo Quintela.

Domingo de manhã. Fui comprar pão.

Em frente à padaria tem uma porta cristã aberta logo cedo.
A voz rouca ao microfone me chamou atenção.

Entrei e me acomodei.
Dentro daquele ambiente, vieram-me algumas lembranças...

Marcelo Quintela

Quinta-feira, dia 27 de setembro do ano passado...

Inauguração da Record News – novo canal de TV do Sr. Edir Macedo.

Apesar dessa inauguração representar uma maior "democratização do mercado da informação", e mais notícias a nossa disposição, algumas mentalidades cristãs mais escrupulosas diriam que isso tudo assusta muito e ultrapassa a margem da legalidade.

Talvez se diga:

“Uma TV da Igreja? (Na verdade, são duas TVs!). Ou a Igreja que é da TV?

A TV existe com o dinheiro da Igreja? Ou o dinheiro da TV é para a Igreja?

Mas como uma igreja tem duas TV para fins lucrativos, se a igreja é uma entidade beneficente e sem tributação de impostos???”

Calma, cristãos éticos e cidadãos de bem, eu explico:

Não há nada ilegal. A Igreja não tem nada. A igreja não tem fins lucrativos. A igreja tem seu patrimônio e seus mais de 1.500 templos e só. A TV, todavia, não é da igreja. A TV é do Senhor Edir Macedo, mega-empresário do setor de comunicações.

Ele é empresário, e também é bispo da Igreja. Ilegal?

Nada ilegal. Eu também sou profissional liberal e ministro do Evangelho. A clínica é minha. A igreja, não.

"Como ele comprou as estações de TV, então?"

Ora, comprou com o dinheiro dele! Com o “salário” dele de bispo! - suponho.

A maioria dos religiosos não vivem do sacerdócio? Sim! Então qual é o problema?

Nada ilegal. É o chamado pró-labore! Ganha quanto a “instituição” decide que se vai ganhar!

"E a relação TV – Igreja? Parece tudo a mesma coisa, oras??!!"

Parece, mas não é! Nada ilegal tampouco.

Veja o que a Central Record de Comunicação respondeu, por e-mail, ao site Terra:
- A Record lucra com a comercialização de espaços publicitários em sua programação. O horário da madrugada está negociado com o cliente Igreja Universal, que possui diretrizes independentes e distintas em relação à Record.

Viu? Tudo legal. Tudo explicado.

A Universal compra os horários da Record. A Record vende os horários para a Universal.

Vende caro. Muito caro. Super-faturado! Vende por quatro vezes mais do que a Globo vende seus horários da madrugada,

mesmo tendo quatro vezes mais ibope nessa mesma faixa que a Record!

Mas e daí? A cliente paga, oras. Ela aceita o preço! Nada ilegal.

"Mas toda a direção da Record não é constituída de bispos e obreiros da Igreja, não é?"

Sim. Mas procura aí onde isso é ilegal?

A Record contrata seus funcionários como quiser e de onde desejar. A Record não é um orgão público que contrata via concurso.

Se eu quiser colocar meu pai, minha mãe, meu amigo, meu irmão para trabalhar na minha Clínica Privada o que você tem a ver com isso? A empresa é minha, eu contrato quem eu quiser, mesmo que tal pessoa nem tenha ainda a devida formação para o cargo. Isso é problema meu! A clínica não é estatal, é particular!

"Meu Deus, mas de onde vem, então, tanto dinheiro para comprar tanto horário de TV por tão alto valor, visando a nobre causa de evangelizar o país???"

Ora, vem das contribuições espontâneas que se fazem de domingo a domingo, três a quatro vezes por dia, em mais de 1500 templos simultaneamente.

Nada ilegal.

"Como não? É dinheiro do povo!!! Dinheiro que se recebe e sobre o qual não incide impostos?"

Ora, e não é assim com toda associação filantrópica? Ou alguém dá dinheiro forçado? Levanta a mão quem paga na marra? Alguém é obrigado a ofertar? Algum obreiro vai lá e mete a mão no bolso do devoto?

Lógico que não! Daí não haver extorsão e nem subtração. Dá quem quiser!

Portanto, até onde se enxerga, fica assim entendido: Tudo dentro da Lei. Tudo legal!

Domingo de manhã.

Estou naquele culto evangélico do começo desse texto, lembram?

Voltei de meus pensamentos.

Olho para frente.

Tem uma espécie de "arca da aliança" que está girando iluminada sob um altar atrás do púlpito.

O moço na tribuna falava sobre Dagom, o deus filisteu que se ferrou depois que recebeu em seu templo a Arca da Aliança Mosaica roubada da nação vizinha. Na história bíblica, os judeus nem precisaram se mexer em busca da Arca Perdida. O povo inimigo se consumiu em pestes, hemorróidas e tumores até devolverem o objeto sacro!

Conheço a história desde menino! Só não conhecia o aplicativo feito no microfone:

“Você quer vencer Dagom? Quer?

Então... Não se mexa para nada!

Sabe aquele dinheiro que você ia pagar para o advogado tentar tirar seu filho da cadeia?

Sabe aquele dinheiro que você ia usar para comprar o remédio que o médico receitou para a doença crônica?

Você vai trazer aqui na frente, diante da Arca Giratória!!" ("giratória" é expressão minha. Impressionou-me a alegoria. Mas todo o demais, eu ouvi como agora se lê...)

"Não pague o advogado, não compre a medicação! Pratique a fé!

Quanto você não daria para tirar seu filho da prisão? R$ 3.000,00? R$ 2.000,00? Ou não daria até muito mais?

Você não faria todo sacrifício que fosse necessário? Sim ou não?

Então vem trazer esse dinheiro aqui no Balcão de Negócios Divinos" (bom, confesso: “balcão de negócios divinos" ele não falou não... Eu que inventei... Mas juro que só inventei mais essa!)

"Quando você pagaria para ficar curado? Para ter saúde? Não daria até tudo que tem?

Então para que você vai dar esse dinheiro para o remédio se você pode dar para Deus?"

"Quem já tem a arca em casa (uma arca pequenina “dada” aos que exercitam a fé!) vem aqui na frente para nós oramos por você!"

Fiquei sentado com mais alguns poucos.

"Agora vem quem não tem a arca ainda."

Aí todo mundo se levanta e caminha para o altar matadouro. Já sabem que Deus só vai abençoá-los se permitirem que lhes arranquem o couro, a pelo, a lã... (Mas, tudo na vida tem seu preço, não é?)

Daí vejo a fila.

A fila.

Mães desesperadas. Doentes aflitos.

"Você pode ter a Arca da Aliança por R$ 90,00 – não menos que isso!"

(Dessa vez não inventei nada, o limite para levar o objetinho ordinário era esse mesmo!)

Só eu fiquei.

Fiquei só.

Eu, dois obreiros e meu dinheirinho do pão.

Saí.

Saí sem arca.

Saí inteiro...

Mas arrancaram minha alma logo cedo.

Dei as costas, que ficaram pesadas com a tristeza de ter visitado o templo de Dagom. O templo onde a Arca sequestrada gira em exposição, como amuleto!

Sim, eu fui ao templo de Dagon, onde a dádiva é comprada sob signos judaico-cristãos.

E saibam disso todos os seus adoradores: só existe um "deus" que negocia as respostas de oração em espécie - Lá o chamam de "Jesus", mas seu nome é Diabo!*

O estelionato é de cunho espiritual, mas essa categoria de crime não consta na nossa legislação!

E isso não passa na Record.

Na Record é tudo legal.

Tem até novela com qualidade global.


DESABAFO: Então a gente nunca vai pegar esses caras, entendeu???!!! O dinheiro da Record está dentro da Arca! A Arca-Baú, a Arca-Cofre, a Arca Perdida num templo "cristo-pagão"!

Entretanto, há algo com que eles simplesmente não contam: Deus existe!

- Sim, o dono da Arca existe!

E Ele não obedece a Constituição. Ele ultrapassa a margem da legalidade. Ele é marginal.

E daqui a pouquinho essa Novela termina!

Os últimos capítulos já foram escritos e revelados: Como no registro bíblico, Dagom vai perder a cabeça de novo e a brincadeira de apetrechos bíblicos comercializáveis tem prazo de validade e logo logo vai acabar!

Ah! Vai!

"Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis..."

Visitem o site www.nafrequencia.com

24 de agosto de 2009

Perfeição e proteção

por Ricardo Gondim

Entre as patologias que a religião produz, a mais grave tem a ver com neurose. Os seres humanos vivem iludidos com a possibilidade de construir um mundo arredondado, previsível, sem percalços. Imaginam trazer as contingências existenciais sob controle; fantasiam encabrestar leis físicas, metafísicas, espirituais, esotéricas, cármicas, qualquer uma, para afugentar o mal e atrair o bem.

Os que acreditam em um Deus títere, que enlaçou cordões nos dedos para manipular o mundo, nem precisam dominar leis, basta ganhar o favor divino; quem conquista a simpatia celestial, vira preferido. “Deus fará qualquer coisa para deixar a vida dos seus filhos isenta de sobressaltos”, prometem. “E se por algum motivo acontecer imprevisto, basta orar com fé; Deus, que permitiu doença ou acidente, vingará seu nome com um livramento sobrenatural”.

Os sistemas religiosos monoteístas se fortalecem com esse discurso; discurso de quem conhece o segredo de agradar a Divindade. “Obedeça, cumpra, sacrifique, humilhe-se e seja bonzinho segundo a nossa prescrição e o Senhor lhe sorrirá; a sua vida vai aprumar-se”.

Israel tentou; seus líderes se revezaram para homogeneizar as ações do povo. Tudo era feito para escapar de exércitos poderosos, de epidemias que assolavam o mundo antigo, de gafanhotos na lavoura, de infertilidade feminina (os homens nunca eram responsabilizados quando as mulheres não engravidavam).

Porém, os esforços empacavam. Bastava um sair da risca para desabar a idéia da nação impecável. Abraão mentiu. Ló tomou um porre. Moisés, intempestivo, assassinou. Acã afanou o que não devia. A lista de personagens que jogaram na lata do lixo a possibilidade da recompensa por bom comportamento é longuíssima.

Buscar uma humanidade perfeita com o intuito de acabar com o sofrimento, não funciona. Homens e mulheres serão sempre sombras e luzes. Bem e mal, duas palavras que zunem como golpe de espada, também expressam a riqueza da virtude. Acabar com a ambiguidade, que mora na alma, aniquila a criatividade humana. A pedagogia que conduz à maturidade precisa acolher erro, deslizes, inadequação.

Deus não desejou criar gente absolutamente previsível, pateticamente conformada às suas leis. Ele criou para que aprendêssemos a trabalhar o vai-e-vem do coração; hora, doce, hora, amargo. Ele espera que descubramos, nas excursões para o interior da alma, a riqueza do eterno vir-a-ser.

Soli Deo Gloria

21 de agosto de 2009

Resignificando a nossa existência

Este texto foi extraido do livro "Rompendo os ciclos de maldição" do Pr. Ricardo Gondim.

Uma personagem da história que me fascina é Helen Keller. Com apenas um ano e sete meses de vida, ela ficou totalmente cega, surda e muda. Provavelmente, ela seria uma mulher infeliz e revoltada se Deus não fizesse com que ela conhece Anne Sullivan.
Quando Helen Tinha nove anos de idade, Anne, com paciência e amor, ensinou-a a falar por meio de toques e a ler pelo método braile.
Quando Helen Keller morreu, no primeiro dia de junho de 1968, com oitenta e oito anos de idade, já havia escrito cinco livros, tinha corrido mundo inteiro e já era doutora em algumas universidades. Qual o segredo? Helen Keller teve um "Samuel" em sua vida, Anne Sullivan. Pouco antes de morrer, Helen escreveu o seguinte:
"Jovem, use os seus olhos como se amanhã você não os tivesse. Se eu possuísse visão por apenas três dias, eis o que eu gostaria de fazer. No primeiro dia, eu queria ver as pessoas que foram boas e amigas e tornaram a minha vida digna, eu chamaria todos os meus amigos para olhar fundo em seus rostos, eu também gostaria de ver o rosto de uma criança e gostaria de ver os muitos livros que já foram lidos para mim. No outro dia, eu acordaria cedo para ver a madrugada e o rair do sol, depois eu gostaria de visitar um museu e ali reviver a constante busca do progresso humano e depois eu visitaria um museu de arte para sentir a alma dos artistas. Na terceira manhã, eu acordaria de madrugada novamente para desfrutar o meu último dia de visão. Esse dia, eu passaria com gente, com pessoas, eu iria ao lugar onde trabalham, me colocaria numa esquina super lotada da cidade para ver o rosto das pessoas e tentar entender o drama do viver diário de cada um. Mas, na última noite, eu iria ao teatro para me divertir com uma peça hilariante sobre o que há de mais gostoso no espírito humano".
...fiquei impressionado com o espírito dessa mulher, se ela pudesse ver por apenas três dias, noventa por cento do que ela gostaria de ver era gente, pessoas...
...Não há algo mais bonito em sua existência do que o seu relacionamento com pessoas... Você tem uma "Anne Sullivan" em sua vida? Alguém ora por você?... Você tem um amigo ou amiga que, quando você tropeça, lhe segura pela mão e lhe ajuda a levantar?
... O caminho da pessoalidade é o caminho do evangelho, o caminho da individualidade é o caminho do mundo, porque o que é pessoal, se relaciona e o que é individual, se isola...

11 de agosto de 2009

Frango A La Carte



Este filme é sobre a fome e a pobreza provocada pela globalização. Há 10.000 pessoas que morrem devido à fome cotidiana e desnutrição. Este pequeno filme mostra uma parte esquecida da sociedade. As pessoas que vivem com a recusa dos homens para sobreviver. A dor do mundo precisa alcançar a alma de uma geração ensimesmada. Que a dor do mundo doa em nós.

Fabio.

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