O CONTROLE UNIVERSAL

O encanto do futebol esta em saber que nunca se sabe quem será o ganhador! As coisas podem fugir do controle, e o time que estiver perdendo reverter o placar nos “45 minutos do 2º tempo”.

DEFICIÊNCIAS - Mário Quintana

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

NINGUÉM É PERFEITO

Luto para lidar com minhas inadequações. Canso de tanto correr em busca da perfeição. Parece que algo dentro mim diz que tenho que ser perfeito o tempo todo e a todo tempo. Deve ser porque...

TEMPO QUE FOGE

Estou lendo o livro "Eu creio, mas tenho dúvidas" do pastor Ricardo gondim, confesso, tem me edificado muito. O nome do livro é intrigante e desafiador. Contudo, me surpreende o fato de que apesar dele ter inúmeras dúvidas...

DEUS NÃO EXISTE- O QUE A GENTE VEIO FAZER AQUI?

Lendo uma entrevista com Woody Allen, o cineasta neurótico por auto-definição, deparei-me com esta afirmação: "Deus não existe. O mundo é cruel e insólito. O que a gente veio fazer aqui?" Fiquei dois dias pensando sobre isto. Não sobre a existência de Deus ou não.

19 de julho de 2010

E-MAIL AO APÓSTOLO PAULO



Amado apóstolo:
Estou escrevendo para colocá-lo a par da situação do Evangelho que um dia você ajudou a propagar para nós gentios, e que lhe custou a própria vida. As coisas estão muito difíceis por aqui. Quase tudo o que você escreveu foi esquecido ou deturpado.

Você foi bastante claro ao despedir-se dos irmãos em Éfeso, alertando que depois de sua partida lobos vorazes penetrariam em meio à igreja, e não poupariam o rebanho [1]. Palavras de fato inspiradas, pois isso se concretiza a cada dia.

Lembra-se que você escreveu ao jovem Timóteo, que o amor ao dinheiro era a “raiz de todos os males”[2]? Quero que saiba que suas palavras foram invertidas, e agora se prega que o dinheiro é a “solução” de todos os males.

Também é com tristeza que lhe digo que em nossa época ninguém mais quer ser chamado de pastor, missionário ou evangelista, pois isso é por demais humilde: um bom número almeja levar o título de apóstolo. Sei que em seu tempo, os apóstolos eram “fracos... desprezíveis... espetáculo para os homens... loucos... sem morada certa... injuriados... lixo e escória” [3]. Agora é bem diferente. Trata-se de uma honraria muito grande: acercam-se de serviçais que lhes admiram, quando viajam exigem as melhores hospedarias e são recebidos nos palácios pelos governantes.

Eles não costumam pregar
seus textos, pois você fala muito da “Graça” e da “liberdade que temos em Cristo” [4]. Isso não soa bem hoje, pois a Igreja voltou à “teologia da retribuição” da Antiga Aliança (só recebe quem merece) e liberdade é a última coisa que os pastores querem pregar à suas velhas.

Você não é bem
visto por aqui, pois sempre foi muito humano, sem jamais esconder suas fraquezas: chegou até reconhecer contradições internas, dizendo que não faz o bem que prefere, mas o mal, esse faz [5]. Eles não gostam disso, pois sempre se apresentam inabaláveis e sem espinhos na carne como você.

A presença deles é forte, a sua fraca [6], eles são saudáveis, você sofria de alguma coisa nos olhos [7], eles jamais recomendariam a um irmão tomar remédio, como você fez com Timóteo [8], mas aqui eles oram e determinam a cura – coisa que você nunca fez.

Você dizia que por amor de Cristo perdeu “todas as cousas” considerando-as refugo [9]. As coisas mudaram, irmão. Agora cantamos: “Restitui, quero de volta o que é meu!”.

Vivo em uma cidade que recebeu o seu nome, e aqui há um apóstolo que após as pregações distribui lencinhos vermelhos encharcados de suor, e as pessoas levam pra casa, como fizeram em Éfeso, imaginando que afastarão enfermidades [10]. Sim, eu sei que você nunca ordenou isso, nem colocou como doutrina
para a igreja nas epístolas, mas sabe como é o povo....

Admiro sua coragem por ter expulsado um “espírito adivinhador” daquela jovem [11], embora isso tenha lhe custado a prisão e açoites. Você não se deixou enganar só porque ela acertava o prognóstico. Hoje há uma profusão de pitonisas e prognosticadores no meio do povo de Deus, todavia esses
espíritos não são mais expulsos, ao contrário, nos reunimos ansiosos para ouvir o que eles têm a dizer para nós.

Gostaria de ter
conhecido os irmãos bereanos que você elogiou. Infelizmente, quase não existem mais igrejas como as de Beréia, que recebam a palavra com avidez e examinem as Escrituras “todos os dias para ver se as coisas são de fato assim”[12].

Tem hora que a gente desanima e se sente fragilizado como Timóteo, o seu companheiro de lutas. Mas que coisa bonita foi quando você o reanimou insistindo para que reavivasse “o dom de Deus” que havia nele [13]. Estou lhe confessando isso, pois atualmente 90% dos pregadores oferecem uma “nova
unção” para quem fraqueja.

Amo esta sua exortação
, pois você ensina que dentro de nós já existe o poder do Espírito, dado de uma vez por todas, e não precisamos buscar nada fora ou nada novo!

Nossos cultos não são mais como em sua época, onde a igreja se reunia na casa de um irmão, havia comunhão, orações, e a palavra explanada era o prato principal.... as coisas mudaram: culto agora é 'show', a fumaça não é mais da nuvem gloriosa da presença de Deus, mas do gelo seco, e a palavra é só
para ensinar como conseguir mais coisas do céu.

O Espírito lhe revelou que nos últimos tempos alguns apostatariam da fé “por obedecerem a espíritos enganadores” [14]. Essa profecia já está se cumprindo cabalmente, e creio que de forma irreversível.

Amado apóstolo
, sinto ter lhe incomodado em seu merecido descanso eternal, mas eu precisava desabafar. Um dia estaremos todos juntos reunidos com a verdadeira Igreja de Cristo.

Maranata!


[1] At 20.23; [2] 1Tm 6.10; [3] 1Co 4.-9-13; [4] Gl 2.4; [5] Rm 7.19; [6]
2Co 10.10; [7] Gl 4.13-15; [8] 1Tm 5.23; [9] Fp 3.8; [10] At 19.12; [11] At 17.18; [12] At 17.11; [13] 2Tm 1.6; [14] 1Tm 4.1

Recebido por e-mail
Autor Desconhecido
Publicado por Théo Pimenta
http://theopimenta1.blogspot.com/

11 de julho de 2010

PREZADO LEITOR

por Mario Persona

Quem escreve precisa estar atento aos movimentos sociais e
culturais. A tendência é que cada vez mais as palavras nos cheguem
na forma de áudio e vídeo, além do texto. Afinal, tudo o que você
vê no cinema e na TV tem um texto. Alguém precisou escrever.

A questão é que já não dá mais para escrever como fazia Camões,
que levou meses para chegar ao Cabo da Boa Esperança, na África do
Sul, onde seu time quase perdeu a nau. Ele tinha tempo para
escrever e seus leitores para ler, mesmo porque quem sabia ler, ou
era da nobreza, ou do clero, gente que vivia no bem-bom.

Por isso tenho procurado reduzir minhas crônicas para 500
palavras, como já fazia com os textos de "O evangelho em 3 minutos"
para obter vídeos pequeninos assim. É impressionante o que dá para
falar em 3 minutos.

O texto de "A carreira mais importante do mundo" ficou dentro dos
limites, e ganhou um primeiro parágrafo pequenininho para aparecer
nas redes sociais.

A carreira mais importante do mundo

por Mario Persona

De vez em quando algum jovem me pergunta sobre qual carreira seguir. É uma preocupação importante, mas como avaliar uma carreira?

Se pudesse voltar no tempo, eu escolheria a carreira mais importante do mundo. Para começar, a escolha não seria baseada em salário. Antes de discordar, pegue uma lista de milionários e verá que a maioria continua trabalhando, apesar de suas fortunas. Eles teriam se aposentado há muito tempo, se trabalhassem apenas por dinheiro.

Se estamos falando da profissão mais importante do mundo, então ela não poderia estar entre mais recentes. Ainda que você ache sua profissão o máximo, se a humanidade sobreviveu sem ela até há pouco, não deve ser tão importante assim. A população do planeta conseguiria superar sua falta.

Estou falando de uma carreira milenar. Se acha retrógrado pensar assim, olhe ao redor e você encontrará profissões que têm servido a humanidade há milhares de anos. Agricultor, arquiteto, médico, carpinteiro, músico, metalúrgico... a lista é imensa.

Elas fornecem produtos e serviços sem os quais seria impossível a civilização tal qual a conhecemos. Então, a profissão mais importante do mundo precisaria também fornecer um produto, serviço, ou ambos.

Então eu gostaria de estar envolvido da produção ao aperfeiçoamento do produto. Mesmo que eu terceirizasse a produção e ficasse só com o aperfeiçoamento, nem por isso ela deixaria de ser a profissão mais importante do mundo.

Com ela a minha marca pessoal ficaria estampada em cada produto, e no futuro as pessoas se lembrariam de mim como responsável por seus benefícios. Já pensou ter uma carreira que perpetue seu nome por muitas gerações?

Pense numa profissão com o poder de influenciar os grandes líderes mundiais, ou que estimule a indústria, o comércio e a geração de empregos. É essa a profissão que eu gostaria de ter. Com ela, eu chegaria ao fim da vida na certeza de que minha carreira não foi em vão, e que de algum modo contribuí para o benefício da humanidade.

Minha carreira deveria permitir que eu continuasse nela mesmo quando perdesse a saúde ou a força física para as tarefas mais pesadas. Eu abriria mão da produção e da administração para ficar no conselho da empresa. Conselheiro! Sim, esta seria uma bela posição para coroar minha carreira.

Das pessoas que conheço atuando nessa profissão, algumas são felizes por poderem se dedicar a ela em tempo integral. Outras são obrigadas a acumular uma ou duas carreiras adicionais, porém isso não diminui o brilho da profissão mais importante do mundo.

Eu poderia trabalhar só ou em equipe, mas ainda assim minha participação individual seria lembrada e as pessoas saberiam que foi comigo que tudo começou. Não pense que eu esteja divagando; a profissão mais importante do mundo realmente existe, e se não fosse por ela eu e você não estaríamos aqui.

Infelizmente não é a minha profissão. Eu bem que gostaria de tê-la escolhido, mas não estava qualificado. Então, como uma espécie de prêmio de consolação, eu me contentei em seguir a segunda carreira mais importante do mundo. Ser pai.

12 de junho de 2010

SÓ MAIS CINCO MINUTOS...

Autor Anônimo

No parque, uma MULHER sentou-se ao LADO de um HOMEM.

Ela disse:

- Aquele ali é meu FILHO, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.

- Um BONITO garoto.
- Respondeu o HOMEM. E COMPLETOU:
- Aquela GAROTA de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha FILHA.

Então, olhando o relógio, o HOMEM chamou a sua FILHA.

- MELISSA, o que VOCÊ acha de irmos?
- Mais CINCO minutos, PAI. Por favor. Só MAIS CINCO minutos!

O HOMEM concordou e MELISSA continuou pedalando sua bicicleta, para
al egria de seu CORAÇÃO.

Os CINCO MINUTOS se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:

- Hora de irmos, agora?

Mas, outra vez MELISSA pediu:

- Mais CINCO MINUTOS, pai. Só MAIS CINCO MINUTOS!

O HOMEM, SORRIU e disse:

- Está CERTO!

- O SENHOR é CERTAMENTE um PAI muito PACIENTE!

- comentou a MULHER ao seu lado.

O HOMEM, SORRIU e disse:

- O IRMÃO mais VELHO de MELISSA foi MORTO no ano passado por um motorista BÊBADO, quando MONTAVA sua bicicleta perto daqui..
EU nunca passei muito tempo com meu filho e agora EU daria qualquer coisa por apenas MAIS CINCO MINUTOS com ELE.
EU me PROMETÍ não COMETER o mesmo ERRO com MELISSA.....
ELA acha que TEM MAIS CINCO MINUTOS para ANDAR de BICICLETA.
Na VERDADE, EU é que TENHO MAIS CINCO MINUTOS para VÊ-LA brincar...

Em tudo na vida estabelecemos prioridades.

Quais são as suas?

Lembre-se:

"Nem TUDO o que é IMPORTANTE é PRIORITÁRIO, e nem TUDO o que é
NECESSÁRIO é INDISPENSÁVEL!!"


Você não sabe quanto tempo tens ainda, a vida é bela e para perdê-la
basta alguns segundos.

Por isso eu digo.

Dê, hoje, a ALGUÉM que VOCÊ AMA MAIS CINCO MINUTOS de seu TEMPO.

5 de junho de 2010

O que são "valores do reino"?

por Ricardo Gondim

Repito há algum tempo a expressão “valores do reino de Deus”. Por não entender direito ao que me refiro, alguém perguntou o que são esses valores. Melhor começar talvez com o negativo, afirmando o que não são os valores do reino de Deus.

1. Não são a promoção da cobiça, avareza, ganância.
2. Não são a solução miraculosa dos problemas da vida.
3. Não são a capacidade de canalizar o poder de Deus para tornar a existência menos rude.
4. Não são a ideia de que Deus tem preferidos, seus eleitos, que merecem o céu enquanto o resto já nasce debaixo de maldição.
5. Não são a legitimação de instituições que se arvoram suas representantes únicas na terra.
6. Não são o lado positivo do que se considera "mundo”.
7. Não são uma doutrina, catecismo ou documento confessional.
8. Não são a proposta de tornar uma nação monocultural.
9. Não são uma ideologia.
10. Não são a negação da fragilidade humana.
11. Não são a cristalização de sistemas opressores.
12. Não são ufanismos milenaristas.

Soli Deo Gloria

17-03-10

30 de maio de 2010

Controverso, eu?

por Ricardo Gondim

Não me considero um polemista, embora reconheça a minha insistência em questionar, embora saiba que vez por outra peso nas tintas ao criticar, embora consciente do meu atrevimento por tentar derrubar vacas sagradas de seus pedestais teológicos. Um tanto de gente me escreve perguntando sobre boatos que se espalham por corredores virtuais me acusando de perigoso. Sinceramente, não me acho uma ameaça (sem bem que Hitler também não se achava!).

Vou tentar explicar pela enésima vez porque disse que estava de saída do movimento evangélico. Na verdade, minha igreja pretende ser evangélica, isto é, ser uma comunidade leal ao Evangelho. Já não me identifico com o que se tornou o "movimento evangélico" enquanto fenômeno social. Enumero minhas explicações para que fique mais didático:

1. Por razões éticas –

Não consigo acertar o passo com os escândalos que sacodem quase semanalmente o movimento evangélico. Na minha opinião, um claro sinal da septcemia moral que o devasta. Alguém diria: “Esses escândalos representam apenas uma pequena parcela do movimento e os demais não podem ser responsabilizados”. Ora, ora, se os desmandos do neopentecostalismo não representam o todo, então porque os evangélicos se valem do crescimento das mega-igrejas, dos ministérios televisivos, para impressionar com as estatísticas do IBGE? Se há necessidade de separar quem é quem, então que profetas se levantem e denunciem o circo vergonhoso que se tornou a pretensa “pregação do evangelho” que não passa de uma neurolinguística fajuta.

2. Por razões teológicas -

Milagres a granel são prometidos indiscriminadamente pelas igrejas. O movimento evangélico virou um movimento antropocêntrico. Deus foi reduzido a um poderoso consertador de problemas, a um super-gênio da lâmpada que cumpre desejos, a um magnífico Papai Noel que dá o que se pede. Oração se transformou em técnica de manipular o divino; obediência, um jeito de desobstruir os dutos por onde correm as bênçãos; e fé, uma força que arrasta o coração de Deus na direção dos humanos, sempre miseráveis.

Na verdade, se me perguntarem se concordo com um mundo engrenado pela Providência que faz com que todos os nano eventos do universo tenham a tutela de Deus, responderei que não. Se me perguntarem se creio que crianças já nascem pecaminosas e “filhas da ira”de Deus, repetirei que não. Enfim, eu jamais passaria nas provas de catecúmenos da maioria das igrejas evangélicas.

3. Por razões existenciais -


Por anos, corri, corri, sobre a plataforma evangélica de salvar almas, de garantir o céu para os pecadores danados. Quando vi que a fronteira da velhice se avizinhava, descobri que as pessoas que haviam carimbado o passaporte para a vida eterna eram malvadas, iracundas, traiçoeiras, ingratas, mais amantes de suas doutrinas do que do próximo. Eu tinha distribuído salvo conduto que dava entrada para as ruas de ouro do Paraíso, mas fracassara em ajudar homens a honrarem as calças que vestiam.

Recentemente, pregando em Natal, Rio Grande do Norte, perguntei a um pastor anglicano sobre o estado das igrejas ali. Ele respondeu que igrejas evangélicas sérias estavam em crise. Repliquei de imediato: - Não, amigo, as igrejas sérias não estão em crise, mas navegando na contracorrente.

Sei que a versão dos maldosos colou em mim; fiquei com o estigma de mal-resolvido, polêmico e até de herege. No passado, isso me inquietava, mas depois que muitas águas correram sob a ponte, conscientizei-me de que devo continuar tentando abrir picada onde não há trilha sem importar-me com a opinião dos guardiões da reta doutrina.

Se a busca inquieta por novos ares for controverso, sou controverso. Se não aceitar andar no passo da manada for controverso, eu sou controverso. Se desejar cuidar pastoralmente de famílias com filhos com paralisia cerebral, sem repetir chavões, for controverso, eu sou controverso. Se recusar a aceitar que a miséria de bilhões, que dormem com fome todas as noites, representa o controle de Deus sobre a história for controverso, então eu sou controverso.

Cambaleante, continuarei. Sob artilharia pesada, escreverei. Espicaçado por eruditos, seguirei. Esta é minha vocação, é minha sina, é meu destino. Comecei, agora vou até o fim.

Soli Deo Gloria
25-5-10

2 de maio de 2010

MINHA ANALISE DO LIVRO O PEQUENO PRÍNCIPE DE ANTOINE DE SAINT

Publicado no Recanto das Letras em 22/02/2010, por Pat.

Há uns precisamente, 26 anos atrás li o livro "O Pequeno príncipe" de Antoine de Saint Exupéry, achei um livro emotivo, como a própria crítica diz é um livro que fala em parábolas, na época algumas lágrimas teimou em cair na minha face, na realidade nem sei por que eu chorara. Entendi que o livro falava de amizade duradoura e mostrava o quanto os adultos são desatentos às coisas do coração, entendi que o livro era uma lição para pessoas que só pensam em trabalho deixando para trás o que realmente interessa na vida, mas confesso que o que eu tinha entendido sobre o conteúdo do livro era pouquíssimo.

Hoje depois de todo esse tempo achei o meu "O Pequeno príncipe", guardado em alguma gaveta, já meio amarelado pela ação do tempo, resolvi lê-lo outra vez, qual não foi a minha surpresa, ele me parece tão atual, como se tivesse sido escrito ontem, aliás, os escritos desta obra me pareceram mais adequados para o período atual, o qual estamos vivendo.

Na atualidade presenciamos acontecimentos efêmeros e amizades do mesmo teor, principalmente numa era globalizada onde o uso da internet favorece coisas passageiras, hoje você é amigo virtual de alguém e na semana seguinte você é deletado como se fosse algo descartável. E assim onde fica o "cativar" tão falado no livro "O Pequeno príncipe", confesso que há 26 anos o sentido da palavra "cativar" não tinha ficado claro para mim, é possível que o furor da juventude tenha embotado o meu intelecto ou como "o essencial é invisível para os olhos", meu coração não tenha absorvido o que significava isso. "O que quer dizer cativar"? Perguntou o principezinho... Ao que a raposa respondeu: "criar laços"... É aí que atualmente vemos as amizades efêmeras, nada duradouras, se você faz um cursinho de dois meses, por exemplo, as amizades muitas vezes interesseiras, duram apenas àquele tempo, nada se estende nada é para sempre, aliás, "para sempre" denota um tempo muito longo no corre - corre da atualidade.

Enquanto não se cativa o amigo aquela pessoa é apenas mais uma pessoa, no meio de milhões de outras pessoas e a partir do momento que você cria laços, que você perde tempo com aquela pessoa, cuidando, compartilhando momentos, dividindo coisas, "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".

Fazendo uma análise, talvez deva ser por isso que eu não goste de MSN, acredito que na atualidade todos devam fazer uso desta ferramenta da modernidade, ela é bastante útil no momento de dar um recado, resolver um problema ou matar as saudades de pessoas queridas ausentes, por todos estes predicados que a ferramenta apresenta, posso dizer que sou a favor da mesma, entretanto não faço uso em larga escala, não acredito em amizades feitas através de MSN, não são duradouras e as pessoas acham que somos objetos a mercê das vontades deles, usam a ferramenta para nos manipular. É muito fácil do outro da linha em um computador você dizer coisas maravilhosas aos outros, é muito fácil você dizer justamente o que o outro quer ouvir, você tem a atenção daquela pessoa somente para você, aquela pessoa está vulnerável, com as atenções voltadas para você e então se torna facílimo a manipulação, entretanto no cara - a - cara da vida, ou seja, na vida real é muito difícil você encarar, cativar ou similares.

Esta obra é profunda, muito interessante, eu poderia continuar a minha análise e escrever laudas a fio, emprestei o livro para minha filha de quatorze anos, temo somente que ela ache chato e enfadonho, na atualidade tudo é a mídia e a massificação, parece que estas adolescentes estão sendo produzidas em série, tudo nelas se parece... O humor, o penteado, a linguagem, as amizades... Coitadas, acham que sabem tudo da vida... E chegarão à idade adulta vivendo a vida através da tela de um computador... Sendo manipuladas... Será que saberão o que quer dizer efêmero? "A gente só conhece bem as coisas que cativou" e "só se vê bem com o coração", pois "todas as pessoas grandes foram um dia crianças. Mas poucas se lembram disso" (Trechos do "O Pequeno príncipe" de Antoine de Saint Exupéry)

Simplesmente Pat

Link: http://recantodasletras.uol.com.br/redacoes/2101491

26 de abril de 2010

Quase 25% da população sofre de hipertensão

Entre idosos, índice chega a 63%, segundo dados do Ministério da Saúde. Hábito alimentar e modo de vida são apontados como causas

Dados divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde mostram que a hipertensão tem avançado no Brasil – passou de 21,5% da população em 2006 para 24,4% no ano passado. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, no entanto, os números já chegam a 30% em todo o país.

Entre as causas apontadas para esse aumento, além das questões genéticas, estão o baixo consumo de frutas e verduras e o alto consumo de carnes gordas e refrigerantes. Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, um modo de vida cada vez mais sedentário também contribui para esse avanço.

“É difícil trabalhar com questões estruturais, com dinâmicas familiares, com a produção de alimentos, com a construção de uma consciência nova”, avaliou. “Mas é preciso chamar a atenção porque a hipertensão, dentro das doenças crônicas, tem fatores múltiplos como a genética, a falta de atividade física, o sobrepeso e o estresse”, completou.

O governo promete investir R$ 1,5 milhão em cartazes e folders, além de peças veiculadas na televisão e no rádio no combate à doença.

63% dos idosos são hipertensos

A pesquisa divulgada pelo ministério foi feita com 54 mil adultos e mostra que a prevalência da doença, entre 2006 e 2009, aumentou em todas as faixas etárias – sobretudo entre os idosos. Atualmente, 63,2% das pessoas com 65 anos ou mais sofrem do problema. O índice, em 2006, era de 57,8%.

Entre a população até 34 anos, os números não passam de 14%. Já dos 35 aos 44 anos, a taxa é de 20,9%. Dos 45 aos 54 anos, chega a 34,5% e, dos 55 aos 64 anos, totaliza 50,4%.

O estudo mostra ainda que a proporção de hipertensos é maior entre as mulheres – 27,2% contra 21,2% entre os homens. Além disso, mais casos são registrados entre aqueles que têm menor escolaridade. Entre os adultos com oito anos de escolaridade, por exemplo, o índice é de 31,5%, enquanto entre os com nove, dez ou 11 anos de estudo soma 16,8%.

O estudo lançado nesta segunda-feira, Dia Nacional de Combate à Hipertensão, tem como foco a prevenção da hipertensão por meio de escolhas individuais como hábitos alimentares saudáveis e o combate ao sedentarismo e à obesidade. A parceria inclui as sociedades brasileiras de Cardiologia, de Hipertensão e de Nefrologia.

"Inimiga silenciosa"

A hipertensão é uma “inimiga silenciosa da saúde”, já que não apresenta sintomas. A orientação é que as pessoas tenham como hábito aferir a pressão, que deve estar dentro da média de 12 por 8.
A pessoa é considerada hipertensa quando a pressão arterial é igual ou superior a 14 por 9.

A doença é causada pelo aumento na contração das paredes das artérias para fazer o sangue circular pelo corpo. O movimento acaba sobrecarregando órgãos como o coração, os rins e o cérebro. Se não for tratada, a hipertensão pode provocar complicações como o entupimento de artérias, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e infartos.

fonte: iG São Paulo | 26/04/2010 14:07

21 de abril de 2010

CQC - Proteste já!


Custe o Que Custar (ou CQC) é um programa de televisão jornalístico e de humor, de frequência semanal (atualmente passa-se às segundas-feiras às 22:45 e com reprise no sábado também), pela Rede Bandeirantes.

O programa trata os fatos políticos, artísticos e esportivos da respectiva semana com pitadas satíricas e humorísticas, brincando com as informações. Um trio de apresentadores apresenta as notícias de modo diferenciado e os repórteres abordam pessoas públicas, como políticos, celebridades e jornalistas com perguntas pouco discretas e convenientes a fim de promover as mais inesperadas reações, de certo modo fazendo jus ao nome do programa.

No dia 22 de março de 2010, o programa CQC, apresentou uma matéria sobre uma TV doada pelo programa a uma escola do município de Barueri-SP, na qual havia um aparelho de GPS embutido. Ao rastrear o GPS, a equipe do "Proteste Já"descobriu que o televisor havia ido parar na casa de uma funcionária da escola.

Assita o video no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=XWrE7EsNYOQ&feature=related

3 de abril de 2010

Será mesmo que você é substituível ???

Recebi este e-mail de um amigo. Após a leitura, pense se você realmente é substituível!

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim.
-E Beethoven ?
- Como? - o encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.....
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da "máquina"(organização) e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc...

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro . Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural , os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.... Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."

"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com muita paz de espírito...".

27 de fevereiro de 2010

FALAI DE DEUS COM A CLAREZA

por Cecília Meireles

Falai de Deus com a clareza
da verdade e da certeza:
com um poder

de corpo e alma que não possa
ninguém, à passagem vossa,
não o entender.

Falai de Deus brandamente,
que o mundo se pôs dolente,
tão sem leis.

Falai de Deus com doçura,
que é difícil ser criatura: bem o sabeis.

Falai de Deus de tal modo
que por Ele o mundo todo
tenha amor

à vida e à morte, e, de vê-lo,
o escolha como modelo
superior.

Com voz, pensamentos e atos
representai tão exatosos
reinos seus

que todos vão livremente
para esse encontro excelente.
Falai de Deus.


Lendo este poema de Cecília Meireles, surgiram alguns pensamentos que gostaria de partilhá-los.

Como cristão, tenho uma responsabilidade enquanto viver. Responsabilidade esta que permite pessoas viverem de forma nobre e excelente.

O compromisso de falar de Deus está sobre cada um de nós, que o tem como Pai e Senhor da vida.

Mas o falar não pode ser negligente. Exigesse sinceridade e acima de tudo honestidade.

Portanto, eu convido a todos - que como eu não aceitam o status quo - a expressarem através de palavras e ações o Amor de Deus a humanidade.

Você pode sim "ser" expressões do Amor de Deus para humanidade.

Você pode ser as mãos de Deus pra levantar o caído...

Você pode ser o abraço de Deus ao aflito de alma...

Você pode ser o ombro de Deus para o desesperado...

Você pode ser se você quiser...

Fabio Cabrera

A reunião geral dos ratos

"Uma vez os ratos, que viviam com medo de um gato, resolveram fazer uma reunião para encontrar um jeito de acabar com aquele transtorno. Muitos planos foram discutidos e abandonados. No fim, um rato jovem levantou-se e deu a idéia de pendurar uma sineta no pescoço do gato; assim, sempre que o gato chegasse perto eles ouviriam a sineta e poderiam fugir correndo. Todo mundo bateu palmas: o problema estava resolvido. Vendo aquilo, um rato velho que tinha ficado o tempo todo calado levantou-se de seu canto. O rato falou que o plano era muito inteligente, que com toda certeza as preocupações deles tinham chegado ao fim. Só faltava uma coisa: quem iria pendurar a sineta no pescoço do gato?
Moral: Inventar é uma coisa, fazer é outra."


Esta na hora de arregaçarmos as mangas e fazer algo pela humanidade...

Como disse uma frase escrita em um muro na cidade de São Paulo direcionada aos políticos "Chega de sonhos precisamos de ações" temos que fazer o mesmo.
Ações muitas vezes valem mais do que palavras...

Fabio Cabrera

O LADRÃO E O CÃO DE CASA

Fábula de Esopo

"Querendo um Ladrão entrar em uma casa de noite para roubar, achou à porta um Cão, que com ladridos o impedia.
O cauteloso Ladrão, para o apaziguar, lhe lançou um pedaço de pão. Mas o cão disse:
– Bem entendo que me dás este pão por que me cale, e te deixe roubar a casa, não por amor que me tenhas: porém já que o dono da casa me sustenta toda a vida, não deixarei de ladrar, se não te fores, até que ele acorde, e te venha estorvar.
Não quero que este bocado me custe morrer de fome toda a minha vida."


A vida é breve e deve ser vivida com cautela e responsabilidade. Não troque momentos temporais que podem o fazer passar fome pelo resto da vida, pelo que é eterno...
Jesus disse: Não se preocupe com o dia de amanhã, Deus o teu "Pai"cuida de vocês.
Porém o viver hoje tem que ser na dimensão da eternidade.
A expressão latina "Carpe Diem" colha o dia ou aproveite o momento precisa ser coloca em prática por nós, pois ela o evitará gastar o pouco de tempo que temos com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, refletindo sempre em relação ao futuro.
Por isso, olhe para Jesus e permita que Ele o oriente a viver de forma digna e admirável diante dos homens.

Fabio Cabrera

17 de fevereiro de 2010

Precisa-se de matéria prima para construir um país

por João Ubaldo Ribeiro

A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não servirá para nada. Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como POVO. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA" é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos ...e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu "puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a impontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas fazem "gatos" para roubar luz e água e nos queixamos de como esses serviços estão caros. Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior nosso atual Presidente, que recentemente falou que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem econômica. Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o saco ao que tem pouco e beneficiar só a alguns.

Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre. Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos do Fernando Henrique e do Lula, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem "molhei" a mão de um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como brasileiro, apesar de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como "Matéria Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA" congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte... Me entristeço. Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve Lula, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente sacaneados!!! É muito gostoso ser brasileiro. Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda... Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias.

Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada. Está muito claro...... Somos nós os que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda nos acontecendo: desculpamos a mediocridade mediante programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?.... MEDITE!!!!!"

15 de fevereiro de 2010

O Cristão e a Música Secular

por Levi de Paula Tavares

Algumas pessoas tem me escrito mensagem com perguntas, as quais considero estarem interligadas e que, por sua importância, merecem ser analisadas com cuidado. Algumas dessas perguntas são: É pecado, para um cristão, ouvir músicas seculares? Um cristão que ainda não abandonou a música secular está perdido? O cristão só deve ouvir louvores?

Na verdade, não é possível responder à pergunta sobre o ouvir músicas seculares com um mero "sim, é pecado" ou "não, não é pecado"; a questão é um pouco mais complexa. Primeiro, podemos perguntar: O que é pecado? A primeira resposta que nos vem à mente é o texto de I João 3:4 - "Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei." (NVI)

Se olharmos apenas este texto bíblico, ficaremos com o conceito de que basta olharmos os 10 Mandamentos e, se os obedecermos, não estaremos pecando. Mas a versão Almeida Revisada traduz este verso da seguinte forma: "Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia." Vemos aqui uma definição mais abrangente e mais subjetiva para a palavra "pecado". Na verdade, o próprio João, se seguirmos a leitura até o verso 10, explica melhor a questão do pecado: quem peca é quem faz as obras do diabo. Assim, para resumirmos, se compararmos este trecho com outras passagens bíblicas, veremos que pecado é tudo aquilo que nos afasta de Deus e da Sua vontade. Aí surge outra pergunta: A música pode realmente nos afastar de Deus? Se sim, que tipo de música pode me afastar de Deus e que tipo de música me aproxima dEle? Todos os meus estudos, como é possível constatar pelos artigos publicados no site (Música Sacra e Adoração) , do qual sou o editor, demonstram que sim, a música pode me afastar ou me aproximar de Deus. Portanto, algumas músicas seriam pecaminosas, enquanto outras não seriam.

Porém, para compreendermos plenamente o problema, temos que estabelecer algumas bases para esta discussão: Primeiro, é muito importante enfatizar que estamos analisando o uso da música secular fora do ambiente da igreja, em momentos de entretenimento pessoal e não de adoração. É evidente que o que é secular não tem lugar no ambiente sagrado. A palavra de Deus é contundente quando diz: “Não profanareis o meu santo nome, e serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o Senhor que vos santifico” (Levítico 22:32) Este texto, juntamente com o relato do episódio em que Nadabe e Abiú trouxeram fogo estranho perante o Senhor e foram consumidos (Levítico 10:1-2), deixa claro que nada que não tenha sido consagrado a Deus pode se usado na adoração a um Deus santo.

Outro ponto importante que precisamos esclarecer é que neste momento vamos nos ater à discussão da "música", sem considerar, agora, a letra. Isso porque a letra transmite sua mensagem de forma objetiva, ou seja a mensagem é clara. É possível analisar a poesia escrita, avaliando-a à luz dos ensinos teológicos da igreja e assim atestar a sua compatibilidade com aquilo que a igreja prega. Podem surgir, no máximo, dúvidas de interpretação de texto, mas, de forma geral, o conteúdo da letra é claro. Porém, com a música, tudo é diferente. Ela é um encadeamento de sons que ocorrem no tempo e que nos influenciam, criando estados mentais, levando nossa mente a fazer associações com situações ou momentos já vividos, alterando vários aspectos da nossa fisiologia e sugerindo idéias, sentimentos e sensações. Por esta razão, dizemos que a mensagem da música é subjetiva, ou seja, não é clara e pode inclusive ter significados ligeiramente variados de pessoa para pessoa. Evidentemente que esta variação de significados não é muito grande, pois se fosse assim, as trilhas sonoras de filmes não teriam o impacto que sabemos que elas têm, de maneira muito semelhante, sobre todas as pessoas, em qualquer cultura.

É preciso notar que, ao deixarmos de analisar a letra, não estamos diminuindo a importância da letra na influência de uma canção sobre o ouvinte. Sabemos que, na música sacra, é a letra que deve ter a primazia, tal é a importância que ela tem. Estamos apenas afirmando que é muito fácil compreender a mensagem de uma letra e que, por este motivo, não nos deteremos aqui na discussão deste elemento de uma canção. O real problema acontece na análise da música em si, porque a maioria esmagadora dos cristãos não realizam esta análise, seja por carecerem das ferramentas necessárias, seja por não estarem dispostos a fazer esta análise. E não podemos dizer que esta análise deveria ser feita pelo diretor de música, pelo líder do louvor, pelo ancião, pelo pastor. Cada um de nós deve responder diante de Deus pelas suas próprias escolhas e decisões, dentro da luz que possuímos. Jogar a responsabilidade para outros não resolve o problema na minha vida espiritual.

Vemos então que, para respondermos corretamente a questão sobre a música secular, temos que tentar compreender a mensagem da música (independente da letra) e aí sim, vermos se esta mensagem (ou influência) nos afasta de Deus ou não. Uma das formas que algumas pessoas tentam usar para julgar a validade de algumas músicas é tentar julgar o compositor destas músicas. Desta forma, argumentam, por exemplo, que Beethoven era ateu, Mozart era um devasso, Tchaikovsky era homossexual e assim por diante. Segundo este argumento, não deveríamos usar qualquer música composta por estes mestres, uma vez que sua vida não era compatível com a vida de um cristão e, portanto a sua música estaria "contaminada" por seus hábitos não recomendáveis. A estas pessoas diríamos que não é o nosso papel rotular ou julgar as pessoas. A música, para ser questionada, deve ser julgada por si mesma, pelo que ela é, dentro do nosso contexto atual. Alguns diriam que não é possível uma fonte poluída fornecer água pura, mas a estes eu perguntaria como é que o puro lírio branco pode nascer na podridão de um pântano fétido.

Para compreendermos melhor, podemos fazer uma analogia: quando ingerimos uma comida, não nos preocupamos se ela foi produzida por um evangélico ou por um ateu. O que nos importa é que benefício ou malefício aquele alimento vai nos trazer. Se só comemos apenas alimentos que não são saudáveis, que são ricos em gorduras, nosso corpo será fraco, gordo, sem vitaminas e com o sistema imune deficiente. Sofreremos de vários problemas de saúde e a nossa expectativa de vida, tanto em qualidade quanto em longevidade, será diminuída. Se, contudo, comemos alimentos saudáveis, naturais, em uma dieta equilibrada dos vários nutrientes, nosso corpo será saudável, forte e bem equilibrado. Temos que admitir, infelizmente, que esta análise normalmente não é feita, e as pessoas comem com base apenas no gosto. E por causa disso, vemos a população sofrendo de diversos males que seriam perfeitamente evitáveis. Com a música acontece exatamente da mesma forma. Se ouvimos músicas (sem se preocupar agora com a letra) que nos elevem, que sejam apropriadas para a nossa espiritualidade, que façam bem à nossa mente, a fonte de onde essas músicas vieram não é tão importante quanto o benefício ou malefício que elas poderão causar à nossa mente e à nossa espiritualidade. Assim como com os alimentos, o julgamento musical não é apenas uma questão de gosto, mas de efeitos.

Em virtude destas diferenças, vistas acima, entre a mensagem subjetiva da música e a mensagem objetiva da letra, a argumentação de alguns de que o cristão só deve ouvir louvores e que, se um cristão age desta forma, está seguro de influencias mundanas, é, no mínimo, ingênuo e desinformado, podendo chegar a ser mal-intencionado. Afirmo isto porque, embora a letra possa ser teologicamente correta, a música pode não ser apropriada para transmitir este conteúdo teológico, já que, como vimos, a análise da música é bem mais complexa e exige um grau maior de discernimento, em virtude da sua subjetividade. Quando isto ocorre, o cristão que se expões a estas músicas pode, efetivamente, estar recebendo influências mundanas, mesmo que a letra seja teologicamente correta. A sutileza do engano satânico está em que quase todos ouvem essas músicas, crendo que isso os levará para mais perto de Deus. Mas a única coisa que estas músicas podem fazer é excitar as emoções (que muitos confundem com a operação do Espírito Santo) e superficializar e banalizar a experiência religiosa, tornando o culto um mero entretenimento. Seria um engano, ingênuo ou consciente, acharmos que toda e qualquer expressão de adoração que parte do homem é verdadeira. O homem possui um coração enganoso e uma mente limitada (Jeremias 17:9; Isaías 55:8-9). Essas duas coisas produzem um erro que não é percebido facilmente pelo homem, especialmente quando a maioria ao seu redor está envolvida neste mesmo erro (II Timóteo 3:1-5; II Timóteo 4:3-4).

Da mesma forma que muita coisa não adequada pode ser encontrada na música utilizada nos cultos, muita coisa de valor pode ser encontrada na música secular. Não é porque não é de origem cristã que, necessariamente, é pecado. Por exemplo, poderia ser pecado cantar as virtudes do amor sincero e verdadeiro? Seria pecado cantar as belezas da natureza, de um lugar lindo e inspirador, do qual a pessoa sente saudades? Verdadeiramente, eu não creio que isto seja pecado. O amor sincero e verdadeiro não é um dom divino? A natureza não é criação de Deus? Os sentimentos puros e sinceros não foram implantados no nosso coração pelo Criador?

Não é certo nos encastelarmos numa torre de marfim, nos trancarmos em uma redoma de vidro, a fim de tentarmos fugir das influências maléficas do mundo. Se fizermos isto, estaremos deixando de ser o "sal da terra", pois, se por um lado, não recebemos influências maléficas, não estaremos exercendo o nosso papel de influenciar beneficamente o mundo. O que acontece se o sal perde o seu sabor? (Mateus 5:13) Nosso exemplo maior, Cristo, não deixou de andar com publicanos, comer com pecadores, conversar com os rejeitados, impuros e excluídos da sociedade daquela época. Contudo, por outro lado, não podemos nos esquecer que o próprio Deus nos ordena a sermos santos e não nos contaminarmos com as coisas impuras do mundo, nem amarmos as coisas que o mundo oferece (Levítico 20:26; Mateus 6:24; Tito 2:12; Tiago 4:4; I Pedro 1:14-16; I João 2:15-17). Como resolver esta aparente contradição, este paradoxo?

O discernimento espiritual deve ser buscado na própria fonte de toda a verdade, através da oração e do estudo da Palavra de Deus. A nossa própria vontade, o nosso próprio gosto não pode ser o parâmetro seguro pois, como já vimos, o coração do homem é enganoso. Voltando ao exemplo de Cristo, ele se misturava com pecadores sim, mas depois de passar noites inteiras em oração (Lucas 6:12). Ele, que era o Filho de Deus, não ousava entrar em contato com o pecado sem antes buscar forças para resistir a ele. Será que não estamos querendo, neste aspecto, ser mais poderosos do que o próprio Jesus? Não estaríamos nós, quando se trata de nossas escolhas musicais, nos permitindo um contato com influências malignas sem antes nos revestirmos de "toda a armadura de Deus" (Efésios 6:11-13)? Seria muita presunção de nossa parte tentarmos fazer isto, não é? Isto sim, seria um grande pecado... (Tiago 4:16).

Assim, é evidente que precisamos ter cuidado em selecionar as músicas que ouvimos (sejam seculares ou não), bem como as letras que essas músicas nos transmitem; precisamos discernir que efeito este conjunto (letra e música) terá sobre a nossa mente e a nossa vida espiritual. Mas, da mesma forma, quando questionados sobre assuntos espirituais, precisamos fugir da resposta simplista de que, sendo da igreja, é certo, não sendo da igreja, é pecado. Conforme espero ter demonstrado, existem mais coisas que precisam ser consideradas na questão da música secular ou sacra. Cada música precisa ser analisada por si mesma, por seus valores, seus efeitos, seus resultados. Esses resultados, precisamos nos lembrar, tem conseqüências eternas!

Concluindo, diríamos que todas as escolhas musicais do cristão não devem estar rotuladas, mas precisam estar de acordo com Filipenses 4:8 "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."

8 de janeiro de 2010

Era uma igreja muito engraçada...



por: Tonho [foi coordenador do UG -Min. Jovem do Portas Abertas]
texto e foto retirados do blog http://pavablog.blogspot.com


...não tinha teto, não tinha nada.

Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo...

Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Paulo dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Tiago dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.

Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.

Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.

Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. Mas ele me disse que a igreja normalmente se reunia esporadicamente, pelo menos uma vez por semana em que a maioria podia estar presente. Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.

Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.

Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.

Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de freqüentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; me ameaçaram e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada... aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.

6 de janeiro de 2010

"Deus tem que fazer..."



por Theo Pimenta

É impressionante como o neopentecostalismo tem pintado na mente de seus seguidores um deus-veículo que deve levar o homem a realização de seus maiores sonhos.

Chega ser irritante assistir programas de televisão que vendem bençãos (sejam elas curas físicas ou prosperidade), prometem dádivas e colocam Deus na parede, ensinando que deve-se EXIGIR de Deus, como se fosse obrigação dEle cumprir tudo aquilo que por nós é determinado.

Grande balela... grande mentira... grande engodo...

É frustante até mesmo conversar com alguns irmãos adeptos de teologias da prosperidade, confissão positiva entre outras, pois os mesmos estão tão convictos de suas crenças que utilizam-se de textos isolados e fora de contexto para embasar suas doutrinas.

Basta entrar em algumas igrejas evangélicas e logo ouviremos pregações que induzem o ouvinte a exigir de Deus a Sua benção. É como se fosse "um direito adquirido". Quem nunca ouviu este termo no meio evangélico??

Palavras como "determine", "proclame", "profetize", "amarre", "libere" entre outras são tão comuns no meio da igreja evangélica que confunde-se com uma linguagem própria. Quem chega de fora, pela primeira vez, estranha a aplicação de tais palavras. É o evangeliquez neopentecostal.

Acho que a oração que Jesus fez antes de ir a cruz raramente tem sido feita ou ensinada em nossas igrejas: "Pai, seja feita a Tua vontade".

Pelo contrário, é mais comum ouvirmos: "Pai, faça a minha vontade e do jeito que eu quero, pois é compromisso TEU, afinal de contas, tenho dado o dízimo, ofertas e ajudado ao próximo. Além de tudo isso sou obediente ao meu pastor e faço tudo o que ele diz para fazer. Sou bonzinho, por isso mereço."

Dessa forma, milhares e milhares de pessoas boas e sinceras têm sido enganadas por pregadores do não-evangelho. Sim, pois isso não são, nem de longe, as Boas Novas.

Milhares de pessoas acabam sendo vítimas destes falsos ensinamentos e acabam se frustrando quando não alcançam seus desejos, mesmo seguindo exatamente a receita como seus ensinadores orientaram.

É triste ver que Deus tem sido usado como a foto acima ilustra: veículo de transporte do homem a benção.

Basta. Chega. Abramos nossos olhos e entendamos a GRAÇA de Deus.

Deus não é obrigado a fazer nada por nós. Se ELE fizer é porque quer fazer e não porque determinamos.

Não adianta determinar, não adianta exigir, não adianta...

ELE é soberano.

Com certeza ELE tem muito interesse em nos abençoar, pois ELE nos ama. No entanto, NADA, exatamente NADA do que eu ou você faça vai interferir no processo de Deus.

Enquanto isso a cruz... o que é mesmo a cruz???? isso nem se fala mais nas igrejas...

O marketing das igrejas tem sido a benção, a riqueza, a saúde física, a saúde emocional.

Parece que poucos tem vindo até Jesus pelo o que ELE é. A grande maioria tem vindo a ELE pelo o que ELE pode dar... É um jogo de interesses...

É triste, mas isso faz parte das mentiras da religião...

Portanto, enquanto há tempo: FUJA DA RELIGIÃO e procure AS VERDADES DO EVANGELHO.

Faça isso enquanto há tempo.

LITTLE BROTHER IS WATCHING YOU

por Mario Persona

15 de dezembro de 2009

Ricardo Gondim na série "Sagrado" da Rede Globo

Quero compartilhar com todos minha alegria em saber que a tv aberta - rede globo - irá tratar assuntos tão pertinentes com a nossa realidade, principalmente por saber que um dos participantes será o pastor Ricardo Gondim. Homem de Deus que admiro muito, pela sua postura em relação ao Cristianismo e compromisso com a verdade. Tem sido para mim, sem dúvida nenhuma, um referencial. Leia a matéria abaixo:

A Rede Globo e o canal Futura vem apresentando uma série bastante interessante durante sua programação: "Sagrado", um espaço onde líderes de diversas religiões dão suas versões para diversos temas da atualidade e da realidade brasileira.
Entre esses líderes, a Rede Globo receberá o pastor Ricardo Gondim Rodrigues, líder da Igreja Evangélica Betesda de São Paulo, igreja que esse humilde blogueiro que vos escreve frequenta.



Ricardo Gondim Rodrigues é co-fundador e atualmente presidente da Igreja Betesda de São Paulo. Cearense de 52 anos, é doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista e escritor de diversos livros, entre eles "É Proibido" e "Eu Creio, mas tenho dúvidas".

A série vai discutir um tema atual por semana, mostrando a visão e o entendimento de cada religião a respeito de assuntos muitas vezes polêmicos como: violência urbana, liberdade de expressão, sexualidade, novas famílias, entre outros."Sagrado" será exibida em diversos formatos.

Na Rede Globo, uma peça de dois minutos de duração irá ao ar diariamente pela manhã, às 6h05. Às sextas-feiras, o programa Mais Você, de Ana Maria Braga, vai debater o tema da semana, utilizando o material da série. Aos domingos, às 6h50, os programas são reunidos em uma edição especial de 10 minutos. Já o Canal Futura, exibirá diariamente a versão integral das peças em dois horários, às 7h15 e às 18h45.

Diferentes religiões, cada uma delas contextualizada por um de seus representantes, estarão presentes na série. Além do catolicismo, que faz do Brasil o país com o maior número de católicos do mundo, e das igrejas protestantes, que tiveram grande crescimento nos últimos anos, o programa Sagrado abre espaço também para as religiões afro-brasileiras, o espiritismo e para outras crenças trazidas por imigrantes, como o islamismo, o budismo e o judaísmo.

O programa vai falar sobre assuntos contemporâneos e polêmicos, tais como:

1. Lugar e papel das religiões no mundo contemporâneo
2. Tragédia e solidariedade
3. Violência urbana
4. Lugar e papéis sociais da mulher no mundo contemporâneo
5. Vaidade e culto ao corpo
6. Novas famílias
7. Quando começa, quando termina a vida? Abordado pela temática dos transplantes
8. Ganância: a permanente tensão riqueza versus felicidade
9. Liberdade sexual (orientações de gênero, poligamia...)
10. Estado laico (limites entre religião e Estado; movimentos religiosos no Congresso Nacional)
11. Destino versus livre arbítrio
12. Liberdade de expressão
13. Pós-morte (vida após a morte; o que vem depois da morte?; por que o homem teme tanto a morte?)
14. Fome versus vontade de comer (instinto e pulsão; obesidade)
15. Corrupção (política como prática democrática e corrupção)
16. Essência do ser humano (na essência o homem é bom?; bom selvagem versus homem domesticado)
17. Meio ambiente: por que o homem não consegue alcançar sustentabilidade?
18. Crianças abandonadas pelas mães

Site oficial da série "Sagrado":http://www.sagrado.org.br/
Categoria: Educação

Deus e a tragédia humanaRicardo Gondim

por Ricardo Gondim

Prezado José,

Acabei de ver Baraka, um filme lindíssimo sobre a relação humana com a terra e com o divino; também sobre o vórtice dos processos de morte que imperam ao redor do Globo (mais sobre o filme aqui) Chorei em várias cenas. A palavra Baraka é uma antiga expressão sufi que significa silêncio da bruma (talvez o mesmo silêncio que fez Elias perceber a presença de Deus).

O filme mostra a luta de homens, mulheres e crianças pela sobrevivência, e como são muitas vezes despercebidos os processos de antivida, tão banalizados por toda parte. E sempre a serviço da morte, para destruir a terra e seus habitantes.

Engasguei quando o filme para nas fotografias de duas meninas mortas em holocaustos diferentes - Auschwitz e Camboja. O olhar puro de duas vidas anônimas destruídas sem necessidade, levaram-me a um choro convulsivo; também vazei lágrimas na cena de um guri pedindo esmolas, com um cobertor azul sobre as pernas.

Logo que o filme terminou murmurei em voz alta: o deus que intervém não existe (você se lembra da primeira frase do documentário Ilha das Flores?). Esse deus que esporadicamente vem trazer livramento aos seus eleitos é uma construção ideológica para acalmar as multidões. A tragédia humana, reduzida a mera máquina na linha de produção de cigarro ou automatizada pelo vai e vem do trânsito ou apequenada abaixo de sua dignidade em monturos de lixo, não comporta a ideia de um Deus todo-poderoso. Que deus é esse que acorrentado a um rancor milenar, nada faz pela sorte de homens e mulheres, mas os abandona na sorte mais cruel? A concepção de uma divindade ofendida, que resfolega ódio contra tantas pessoas condenando-as sofrer agruras indescritíveis, é absurda. Precisamos recompor a imagem que fazemos de Deus.

Padre François Varrilon (um francês maravilhoso) afirmou em seu livro “Alegria de Crer e Viver” (infelizmente esgotado): "Por vezes, diz-se: Deus pode tudo! Não, Deus não pode tudo, Deus não pode senão o que pode o Amor. Porque ele não é senão o Amor. E sempre que nós saímos da esfera do amor, enganamo-nos sobre Deus e estamos a ponto de fabricar um qualquer Júpter".

Preciso dizer-lhe, José, que não precisa ter receio de abandonar esse modelo teológico de compreensão da divindade. Não, não tenha medo! Você pode estar próximo de abandonar um modelo, mas você jamais vai se afastar de Deus. Pelo contrário, depois que assisti ao filme Baraka, meu coração se sensibilizou. Fui desafiado a olhar para a vida com outros parâmetros. Senti no espírito o dever de caminhar por uma senda pouco trilhada, mas que me possibilitará a chance de crescer. Acredito que Deus não deixa que os puros de coração embarquem em canoas furadas. O Espírito há de nos dirigir a novos patamares de relacionamento com o Senhor.

Ao conhecer um Deus que chora, pois a dor do mundo dói nele, nos aproximamos de Jesus. Damos as costas à divindade alheada da vida para entendermos a afirmação bíblica: Deus é amor. Pe. Varrilon precisaria ser mais conhecido, sua percepção sobre o amor de Deus é riquíssima.

Se Deus interviesse para impedir o homem de sofrer, talvez nós pudéssemos dizer, numa primeira análise, que Ele nos ama ao impedir-nos de sofrer. Mas se formos ao fundo das coisas, reconhecemos que isso seria um ato infantil, não seria sério. O que está no centro do ato criador, é o absoluto respeito por uma criatura que deve criar-se a ela mesma, e que não pode fazê-lo sem o risco do sofrimento, independente de pecado que, sem dúvida, vem complicar as coisas. Atrevo-me a considerar em Deus dois níveis de amor. É uma maneira de falar, evidentemente. Um nível inferior, em que Deus intervém para impedir o homem de sofrer. E um nível superior de amor em que Ele respeita absolutamente a criatura que deve criar-se a si mesma... Se Deus intervém, quer no Evangelho, através de milagres, quer em determinadas vidas, por exemplo, através de curas, é porque Ele está presente em nossos humildes começos, ali, onde o nosso desejo é ainda carnal, onde se trata mais de necessidades do que de desejos. Mas é sempre para nos conduzir ao calvário onde não existe nenhuma intervenção. No Calvário, é o silêncio, é a ausência, é nesse momento que o amor se revela em toda a sua profundidade.

Faça um favor à sua alma, invista em seu crescimento. Compre o DVD, desligue os telefones e deixe que Deus use a mensagem do filme para tirar os pedregulhos do seu coraçao. Ah, quase esqueço, o filme Baraka não tem nenhuma narrativa; ninguém fala uma só palavra. O silêncio de Deus perante a cruz se parece com o silêncio de Deus diante das favelas, campos de concentração.

Soli Deo Gloria

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