Poesia de Fernando Pessoa.
A 'sperança, como um fósforo inda aceso
A 'sperança, como um fósforo inda aceso,
Deixei no chão, e entardeceu no chão ileso.
A falha social do meu destino
Reconheci, como um mendigo preso.
Cada dia me traz com que 'sperar
O que dia nenhum poderá dar.
Cada dia me cansa de Esperança ...
Mas viver é sperar e se cansar.
O prometido nunca será dado
Porque no prometer cumpriu-se o fado.
O que se espera, se a esperança e gosto,
Gastou-se no esperá-lo, e está acabado.
Quanta ache vingança contra o fado
Nem deu o verso que a dissesse, e o dado
Rolou da mesa abaixo, oculta a conta.
Nem o buscou o jogador cansado.
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Fabio Cabrera é blogueiro a mais 3 anos. Formado em Gestão de Recursos Humanos pela Faculdade Drummond – SP utiliza o blog como forma de expressar suas opiniões e inquietações do dia-a-dia. Tem se destacado como consultor trabalhista. |



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